Tipos de cirurgia bariátrica ou de redução de estômago

Agosto 15th, 2009 | by admin | 1,258 Acessos


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A escolha da melhor técnica cirúrgica para o paciente deve ser individual e avaliada junto com o médico. Em muitos casos, a cirurgia pode ser feita por laparoscopia, o que implica em um tempo de internação menor e um pós operatório de recuperação mais rápida.


As cirurgias bariátricas podem ser divididas em três grupos:

1) CIRURGIA RESTRITIVA

Reduzem o tamanho do reservatório gástrico, aumentando a saciedade e diminuindo a velocidade de esvaziamento do pequeno estômago. O procedimento induz à saciedade precoce e restringe o volume de alimento.
Suas vantagens são: baixo índice de complicações; baixíssima taxa de mortalidade; mínima interferência na fisiologia digestiva; ausência de dumping; não comprometimento da absorção de cálcio, ferro, vitaminas; mantém o trato digestivo acessível à investigação diagnóstica no futuro; fácil reversibilidade e ajuste individual; alta precoce; rápida recuperação e pouca dor. Pode ser facilmente realizada por videolaparoscopia.
Já as desvantagens constatadas são: ausência de controle qualitativo (possibilidade de ingerir líquidos hipercalóricos); perspectiva de perda de peso menor que nas técnicas mistas e disabsortivas; maior necessidade de cooperação do paciente na mudança de hábitos; ocorrência de vômitos/regurgitação na fase de adaptação e possibilidade de complicações tardias que podem necessitar reversão da cirurgia (5%).

a) GASTROPLASTIA VERTICAL COM BANDAGEM:

Fechamento de uma porção do estômago através de uma sutura, gerando um compartimento fechado (novo estômago). A utilização de um anel de contenção resulta em um esvaziamento mais lento deste “pequeno estômago”.

b) BANDA GÁSTRICA AJUSTÁVEL:

A cirurgia de banda gástrica ajustável consiste na colocação por via laparoscópica, de uma banda ou anel regulável ao redor do estômago, reduzindo a capacidade de ingestão de alimentos, criando um “pequeno estômago” que se esvazia lentamente para um “grande estômago”, através de uma pequena passagem localizada exatamente no local onde a banda ou anel está colocado. Esta bandagem gástrica fica acessível por meio externo, possibilitando ajuste do tamanho do estômago no decorrer do tratamento.

2) CIRURGIA DISABSORTIVA

A exclusão de uma parte do intestino por onde passam os alimentos, altera a digestão, causando assim a absorção incompleta do alimento no intestino. Para se obter este intento, exclui-se o duodeno e o jejuno da passagem do alimento, diminuindo ainda o tamanho do estômago, mas com uma redução muito menor que nas técnicas restritivas.
As técnicas mais comuns são a Derivação Bilio-pancreática de Scopinaro e o Duodenal Switch. O paciente é capaz de comer grandes quantidades, sem limitação do tipo de alimento.
As vantagens são: maior perda de peso (80% do excesso de peso); perda de peso mantida a longo prazo (18 anos); máxima resolução das doenças associadas (dislipidemia e diabetes); possibilidade de ingestão sem limitação no volume ingerido; mínima necessidade de restrição dietética; ausência de dumping e o efeito pode ser revertido com uma nova cirurgia (a parte do estômago que é retirada não interfere nos hábitos de vida).
Suas desvantagens são: uma parte do estômago é retirada definitivamente e compromete a absorção de ferro, cálcio, e vitaminas, necessitando de reposição e controle; aumenta o ritmo intestinal - 2 a 4 evacuações/dia (diarréia em cerca de 5% dos casos); fezes e gases com odor fétido (problemas sociais) em metade dos pacientes; exclui o duodeno e o jejuno da investigação diagnóstica; alta tardia - recuperação lenta - grandes incisões; possibilidade de complicações tardias; anemia, úlcera, osteoporose e desnutrição protéica.

3) CIRURGIA MISTA OU CIRURGIA RESTRITIVA/DISABSORTIVA (CAPELLA)

Técnica que combina restrição gástrica com algum grau de mal-absorção, o bypass gástrico de Fobi-Capella é a mais utilizada. Neste tipo de cirurgia, realiza-se a gastroplastia (construção de um novo estômago – pequeno estômago através de colocação de anel de contenção) o alimento passa diretamente para uma alça do intestino, sem passar pelo “grande estômago”. Uma parte do estômago e do duodeno ficam isolados da passagem do alimento. O paciente tem saciedade precoce e intolerância aos alimentos doces e gordurosos (Síndrome de Dumping).
As vantagens são: rápida perda de peso (70 % do excesso de peso em um ano); excelente resolução das doenças associadas (dislipidemias e diabetes); reeducação e aquisição de hábitos saudáveis de alimentação, evitando sintomas desagradáveis resultantes da ingestão de alimentos hipercalóricos (principalmente no 1º ano); restrição dietética moderada, com benefícios importantes a longo prazo.
As desvantagens são: maior taxa de complicações pós-operatórias imediatas; comprometimento da absorção de cálcio, ferro, vitaminas, (porém em menor grau do que nas técnicas disabsortivas); torna o estômago e o duodeno inacessíveis à investigação diagnóstica; difícil reversibilidade; moderada incidência de vômitos/regurgitação na fase de adaptação; alta tardia - recuperação lenta - grandes incisões.

Outra possibilidade de tratamento é o balão intra-gástrico.

4) BALÃO INTRA-GÁSTRICO

O balão intra-gástrico é uma prótese de silicone de formato esférico e superfície lisa. É introduzido no estômago do paciente por endoscopia e não necessita internação hospitalar. Os riscos de uma complicação são pequenos. A média de permanência do balão no estômago está entre 4 e 6 meses. Essa técnica é utilizada, principalmente, na redução de peso de paciente muito obeso (média de 10-15 kg) que deve antes perder peso, para poder submeter-se à cirurgia definitiva. Indicado para obesos menores que querem emagrecer e para obesos com indicação cirúrgica que não querem operar.

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