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Os Jogos “caseiros” e outros aplicativos que são criados para serem utilizados em plataformas portáteis ou vídeo-games são conhecidos como Homebrews. A idéia da coluna “Feito em Casa” é com nossas conversas semanais, dar dicas e passar conceitos importantes para que você leitor, seja capaz de criar seus próprios homebrews para sua plataforma game favorita.
Minha experiência com jogos é praticamente acadêmica, mas já desenvolvi jogos para diferentes plataformas (PC, celular e Nintendo DS) e em diferentes linguagens de programação (C++, Java e até Assembly) por isso acredito ter experiências muito interessantes para passar para vocês nessa área.
Pensei em várias formas de como iniciar essa coluna e como tentar ser o menos chato e técnico possível, mas cheguei a conclusão que é impossível iniciar nossa espécie de “curso” sem que o conceito de plataforma seja bem compreendido por todos.
No geral qualquer plataforma, seja ela um vídeo-game, um pc, um celular, possuem uma estrutura básica:
1 - Uma arquitetura física, ou seja um conjunto de componentes eletrônicos organizados de forma a realizar operações e realizar eventos físicos (por exemplo: tocar um som, exibir algo na tela).
2 - Um software básico, que permite uma camada de “abstração” (isso será um dos temas de uma futura edição desta coluna) fazendo com que não precisemos nos preocupar com os dispositivos eletrônicos, esse software condensa as operações que podemos usar, em computadores estes são chamados de sistemas operacionais. (por exemplo: toqueSom(temaPersonagem), exibaNaTela(personagem, posicaoX, posicaoY) )
Em cima dessa plataforma temos outros softwares, que rodam sobre os sistemas operacionais descritos acima, utilizando suas funcionalidades para um devido fim, aqui entram os jogos e os aplicativos.
Como podem ver fica difícil partir para os jogos direto, sem entender toda a estrutura por trás e outros conceitos que vêm associados a esta como limitações, kits de desenvolvimento e linguagens de programação. Todos esses temas serão melhor abordados no decorrer de nossa coluna, hoje vamos iniciar pela questão de como a plataforma influência no desenvolvimento de um jogo.
Quando eu era criança, no auge dos vídeo-games de cartucho, eu acreditava que um cartucho de Mega-Drive não rodava em um de Super Nintendo apenas porque os formatos não encaixavam. Não entendia que além disso ambos eram arquiteturas de hardware completamente diferentes, feitos de componentes diferentes, e com instruções de hardware diferentes.
Quando pensamos em desenvolver um jogo precisamos pensar em que plataforma iremos rodar o nosso jogo, ou se ele será um jogo multiplaforma. Existem duas formas de fazer um jogo para diferentes plataformas:
- A primeira é desenvolver ao mesmo tempo o jogo para todas as plataformas que o jogo vai ser lançado. Essa realmente não é uma abordagem muito usada porque encarece muito o desenvolvimento já que aumenta considerávelmente o número de pessoas que trabalham no jogo. É mais utilizada quando trabalha-se com plataformas muito diferentes (o que ocasiona jogos distintos e completamente diferentes), por exemplo, um jogo que sairá para PS3 e Nintendo DS. Neste caso geralmente as empresas tercerizam o desenvolvimento para a plataforma mais simples.
- A segunda é desenvolver para uma plataforma e no fim fazer um port (porta o código) para a outra plataforma. É a forma mais barata e utilizada para plataformas com um poder de processamento e características semelhantes. A desvantagem é que o jogo sempre ficará melhor na plataforma específica em que foi desenvolvido, pois seu código foi escrito para tirar toda a potencialidade do hardware daquela plataforma.
Como o objetivo aqui é demonstrar como podemos contruir nosso próprio jogos, vamos nos concentrar no desenvolvimento para uma plataforma específica já que isso torna o desenvolvimento mais simples.
Na próxima coluna vamos escolher a plataforma na qual vamos construir o nosso jogo e discutir que conceitos e idéias são importantes termos em mente antes de iniciar o desenvolvimento para valer, resumindo: Vamos começar a falar de Game Design.
Até a próxima.
PS: Essa coluna é colocada nos fins de semana no Video Games Boulevard e dois dias depois é colocada aqui.
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Um cara tem a “ótima” idéia de colocar o vídeo da ex-namorada no youtube e linkar no seu blog do wordpress.com onde claro, falou mal da dita cuja. Não vamos entrar no mérito do que deve ter levado ele a fazer isso (alguém falou gaia?), nem no mérito da beldade porque não quero ser processado também.
Eis que a “pobre” garota entra na nossa sensacional justiça brasileira, que para garantir uma das cláusulas pétreas da constituição: O direito a privacidade, manda para a Abranet (Associação brasileira dos provedores de acesso) um simples questionamento; se é possível bloquear o blog do chifru.. digo do dito cujo. Se a justiça tivesse entrado em contato com o responsável do wordpres.com (apenas um e-mail) em no máximo meia hora o blog estaria fora do ar… mas isso seria querer demais…
Enquanto isso na Abranet, Ricardo recebe a notificação e grita para o outro lado da sala, tal diálogo se processa:
- João, dá pra bloquear um blog do wordpress.com?
- Rapaz, num sei… Zé! Dá pra bloquear um blog espefício do wordpress.com?
- Bixo, veja bem… dá até dá… mas vai dar um trabalho, é melhor bloquear tudo.
- Ricardo, tem que bloquear tudo!
Sim amigos, por causa de um blog se cogita barrar TODO o aceso ao wordpress.com. Já está rolando uma campanha na internet quanto a isso e eu estou oficialmente colocando o blog a disposição dela. Até porque meu caderno de poesia está hospedado lá no wordpres.com.

Só espero que alguém lance logo a campanha “Inclusão Digital para o Judiciário”, afinal os Juízes andam precisando… e muito…
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Gente queria mesmo me desculpar pela ausência no blog nos últimos tempos, mas estou em concentração máxima para uma temporada de concursos. A boa notícia é que eles acabam agora nesse final de semana, e a partir da semana que vem voltamos a nossa programação normal, eu prometo, um abraço a todos os leitores.
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Ainda no endereço anterior do blog eu iniciei uma série de postagens sobre a vida nerd, com dicas, conselhos, e “manifestos” sobre o Nerd Way of Life nesta nova organização postarei os antigos e novos capítulos na página Diário de um Nerd que pode ser vista na aba de navegação aí a sua direita, coloquei já lá o Manual de Adequação de Companheiras a Vida Nerd, aproveitem!
Logo coloco mais coisas!
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Como falei no post anterior, todo nerd sonha em encontrar sua alma gêmea. Aquela mulher que não vai reclamar da sua pilha de gibis (como sua mãe faz) e não só isso como ainda vai ler e conversar com você sobre o assunto, quem sabe até discordar de sua opinião sobre quem está certo na Guerra Civil da Marvel. Aquela que quando você estiver programando altamente concentrado no seu novo sistema mirabolante vai passar a mão de leve na sua cabeça fazendo um carinho gostoso e quando você for explicar como tudo funciona ela vai achar interessante, prestar atenção e quem sabe até dar uma opinião de melhoria. Aquela que vai gostar de ficção científica o suficiente pra assistir do seu lado os seriados e filmes que você curte e que até tope ir com você a alguma convenção que possa acontecer. Por fim aquela que vai jogar videogame com você e ainda vai se divertir a beça, ganhar de você algumas vezes, e tirar onda da sua cara.
Bem meu caro amigo nerd, sinto lhe dizer isso, mas encontrar mulheres assim livres na natureza é tão difícil como capturar um Mew jogando pokemon no GameBoy sem trapaça. Mas não é o fim de tudo, não dá pra transformar um Picachu num Mew, mas dá para conseguir transformar aquela garota que vocês gosta numa ótima acompanhante para aventurar nerds. Vamos as lições
MANUAL DE ADEQUAÇÃO DE COMPANHEIRAS A VIDA NERD
0. A lição Zero é a mais óbvia: Tem que existir sentimento.
Seguir todos os passos abaixos exige que você e a garota estejam gostando mesmo um do outro, e dispostos a um aceitar o outro como são.
1. A primeira lição: É preciso também saber ceder.
É preciso lembrar que não é só o seu estilo de vida que vai começar a fazer parte do dela, mas o dela também começará a fazer parte do seu. Se você for intransigente com a rotina dela ocasionará má vontade por parte dela com a sua rotina nerd. Por isso não se surpreenda, salões de cabelereiro e saídas para fazer compras são como buracos de minhoca onde o tempo passa mais devagar e o desconforto é garantido, mas fazem parte da rotina das mulheres e elas encaram isso com naturalidade, por isso tente encarar assim também. E tenha boa vontade de pelo menos de vez em quando acompanhá-la nas compras.
2. A Lição dois: A iniciação a literatura nerd.
Aqui alguns passos são necessários, e é EXTREMAMENTE IMPORTANTE que sejam tomados na sequência certa de ações:
- Procure saber se ela gosta de ler, e que tipo de leitura gosta. Estudos acadêmicos demonstram que 90% das mulheres já leram pelo menos um gibi da mônica e gostaram. Muitas gostam também de livros de romance. E existem também aquelas que lêem até bula de remédio e rótulo de xampu (ou seja lêem tudo).
- Para a correta iniciação aos gibis, as experiências prévias com gibis da mônica são importantes. Se a garota um dia já leu e gostou, diga que existem outros gêneros mais adultos e divertidos, e que combinam romance (coisas que as mulheres geralmente gostam). Mangás Shoujo (voltados aos público feminino) são muito bons nessa empreitada, eu recomendo Peach Girl que tem uma história simples, divertida, e cheia de intrigas bem semelhantes as que acontecem no universo feminino (só tome cuidado para que ela não se torne uma Otaku, isso se você não for um otaku, nesse caso caso seria lucro para você). A partir daí quando se gera um hábito, a iniciação em outros gêneros fica mais fácil.
- Para a introdução a livros de ficção científica, o passo mais importante é paciência. Procure livros que apesar de se passarem num ambiente sci-fi tenham romance e uma história humana interessante por trás. É importante que você acompanhe o andamento da leitura da sua garota, e vá discutindo e explicando sobre os conceitos que ela tem dúvidas. Exercite a imaginação dela nas conversas sempre fazendo com que ela tente se imaginar no contexto do livro.
3. Filmes e Séries: A iniciação a mídia visual e auditiva
Como na lição 2, alguns passos devem ser seguidos atentamente e até são meio semelhantes:
- Procure saber se ela gosta de cinema (já conheceram alguém que não goste? Eu nunca conheci) e principalmente que tipos de filmes ela curte.
- De acodo com o estilo que ela gosta, vá sugerindo títulos no estilo, mas que tenham também um contexto nerd. Um exemplo, se ela gosta de filmes de suspense, pegue bons filmes de suspense que se passam no espaço para ver com ela (existem bons filmes nesse aspecto, o último que vi foi Sunshine). É bom começar com filmes que você já tenha visto, para que possa parar e explicar qualquer coisa que seja necessária, se você não viu o filme, pode acabar se aborrecendo de ter que parar tanto para explicações e acabar criando um clima ruim, isso vai fazer com que todo o clima de cumplicidade Nerd vá para o espaço (quase literalmente nesse caso). Só assista filmes “nerdícos” que ainda não viu com ela quando sentir que ela já está bem encaminhada.
- Para grandes sessões de cinema (vários filmes no dia) sempre deixe que ela também selecione filmes que queira ver, mesmo que não façam muito seu estilo, quem sabe com o tempo você goste e espanda seus horizontes (aqui é apenas para reforçar a lembrança da lição 1, você também tem que ceder).
4. Computação: A iniciação ao cyberespaço
Geralmente todo mundo usa o computador hoje em dia, então possivelmente sua garota também, a proposta aqui é usar o computador de uma maneira diferente, apresente uma nova visão do mundo a ela.
- Se você programa, e faz isso em casa ou por prazer ou de forma freelancer, tente sempre mostrar a ela o resultado das coisas que fez. Se tem algo legal em programar é que é um exercício de colocar uma idéia que estava na sua mente de forma “paupável”. Tenha certeza que a garota vai ficar muito feliz de saber das coisas que você é capaz de fazer, se ela não for do ramo, com o tempo vai se interessar em sabe mais sobre como você “constrói” essas coisas.
- Se você escreve em blogs, faça dela uma leitora das coisas que você escreve, assim ela vai conhecer mais sobre a sua personalidade. Se ela não escreve, incentive (sem pressão) ela a fazer isso e mostrar um pouco ao mundo o porquê dela ser especial para você. Se ela já escreve, incentive e esteja sempre comentando. Aos poucos com a intimidade faça críticas construtivas sobre que pontos ela pode melhorar e esteja apto para receber críticas dela também. Talvez num futuro próximo tenhamos uma nova dupla promissora de escritores no mundo!
- Caso ela seja daquele tipo de pessoa que tem aversão a computadores, mostre a ela como alguns programas podem ser divertidos e úteis. Viaje pelo mundo com ela pelo Google Earth, e vejam românticamente o céu com o auxílio de um programa de mapeamento celeste.
- Se ela tem um fotolog, apresente o Flickr a ela e faça a sugestão de tirar fotos em lugares bonitos, com natureza, e de coisas interessantes e legais para ter fotos variadas e que representem momentos legais. (É também uma ótima deixa para você fazer passeios legais com ela).
5 - Videogames: O mundo do entretenimento digital
Nesse ponto, como em todos os outros, tudo passa pela melhor estratégia e planejamento. Se a garota já gosta de jogar videogame (coisa que é até comum hoje em dia) você pode pular direto para o próximo item. Mas se não, siga os passos:
- É preciso escolher a plataforma para ser apresentada: Mulheres tendem a gostar de “coisas fofas” (uma definição extremamente abstrata e complexa de se descrever, principalmente para um homem), videogames portáteis geralmente conseguem causar mais esse tipo de comoção, sempre é bom iniciar elas por essa plataforma.
- Comece com jogos leves, os chamados jogos casuais, nada de iniciar sua namorada num RPG com uma história complexa de 40 horas. O Nintendo DS é muito útil nesse aspecto, jogos como Mario Kart sempre conquistam qualquer pessoa, se sua namorada faz Direito mostre a ela um jogo da série Phoenix Right. Outras plataformas também tem bons jogos para essa causa, como o Guitar Hero por exemplo.
- Se mesmo assim sua namorada é daquelas que resiste e diz que videogame é coisa de criança, ela precisa de um tratamento de choque, pegue o jogo mais sanguinário que você tiver, dê um head shot em algum personagem e pergunte a ela se crianças devem jogar aquilo (cuidado, ela pode achar que você é um psicopata depois disso). Depois para aliviar pegue algum jogo de estratégia complexo e mostre a ela também, aproveite e diga que ajuda a manter a mente saudável.
CUIDADO: Videogames tendem a ser altamente viciantes, e se sua namorada gostar muito, algumas precauções devem ser tomadas:
- Empreste seu videogame com moderação, se está vendo que ela está pedindo muito, talvez seja hora dela ter um só pra ela (pode ser um bom presente para uma ocasião especial, transforme riscos em oportunidades).
- Não aconselho ensiná-la a jogar Winning Eleven, ela pode ficar melhor que você e nos campeonatos com os seus amigos você vai passar vergonha (ou seus amigos vão, o que seria engraçado… risos).
Se seguir todos os passos corretamente, poderá no futuro jogar até Pokemon sem problemas com ela.
Uma dica final é: Se for chamado para um daqueles campeonatos de Winning Eleven em pleno dia oficial de ficar com a namorada, proponha que todos os seus amigos levem suas respectivas noivas, esposas, namoradas e leve a sua também. Você pode jogar sem tanto peso na consciência e sua namorada vai fazer ótimas amizades já que mulheres tendem a ser mais solidárias entre si quando partilham o mesmo problema.
6 - A Ciência é cool: Enjoy
Leve sua garota para passeios nerds, além disso ser ótimo para você, ela vai gostar de fazer um passeio que possivelmente nenhum outro namorado a levou pra fazer antes.
- Leve-a para zoológicos, principalmente se estiverem em épocas de alguma exposição ou algum novo animal diferente tenha chegado ao Zoo. Aproveite e pratique sua exposição sobre a vida selvagem, você vai perceber que valeu de alguma coisa ver todos aqueles vídeos da National Geographic.
- Um programão é sair para fazer observações astronômicas, é um programa muito legal, aqui em Recife acontecem observações na Torre Malakoff. Se você tiver um bom telescópio pode ser ainda melhor, podem ir para alguma praia distante, verem um céu lindo, e ainda pode rolar algo mais muito romântico…
- Museus de Ciência infelizmente são raros no Brasil, mas existem sim alguns, então é um bom programa, principalmente se for daqueles onde os visitantes interagem com as experiências. Em Recife temos o Espaço Ciência.
Acho que basicamente é isso, se eu lembrar de mais alguma coisa aos poucos colocarei no manual. Lembro mais uma vez que é necessário que você tenha boa vontade com a garota, e também ceda a alguns gostos dela.
PS: Esse manual nunca foi colocado em prática com garotas que gostam de pagodes baianos e bregas do Pará. Por isso caso consiga avanços com essas duas espécies por favor me avise para catalogação e posterior estudo acadêmico de caso.
Ah e se tiverem mais alguma dica ou conselho comentem e contem pra enriquercemos nosso arsenal.

