Eu gosto de dinheiro e eu não gosto de dinheiro…
Eu gosto de poder ter meu dinheiro para comprar as coisas nerds que curto, não sou um consumista compulsivo mas confesso que abro aquele sorrisão quando consigo comprar algo que queria tanto. Eu não gosto de dinheiro, porque nunca quis ficar rico (tá, confesso que já fantasiei num misto de “What if Alessandro won in Lotery?” mas isso não conta) sempre quis ter o básico para viver bem, poder pagar minhas contas, comprar meus gibis, meus videogames tem um lugar pra morar, poder comer, ajudar minha mãe e um dia poder formar uma família.
A grande merda é que essa visão distorcida da vida financeira junto a forma como eu ganho dinheiro me trouxe dois conceitos extremamente imbecis: “Trabalho é obrigação é chato mas dá dinheiro” e “Hobby é legal é reconfortante é alegre mas não deve dar dinheiro”. Sempre pensei assim, sempre tive medo de subverter as coisas que gosto de fazer por prazer. Por exemplo, muitos já me disseram que canto legal que minhas músicas são até bacanas, mas sempre tive medo de formar uma banda… vai que eu faço sucesso e começo a ganhar dinheiro com isso? E se tiver que sacrificar a “arte” por grana? E se eu virar um Jota Quest da vida? Então graças a essa forma de pensar continuo no meu estúdio amador do quarto gravando minhas musiquinhas e mostrando só para amigos mais chegados.
A mesma coisa é escrever, morro de vontade de escrever um livro mas nunca pensei em ganhar dinheiro com ele, acho que o fato de um dia chegar ao ponto de “terminei meu livro” ia ser demais, valeria por tudo. Mas apesar de ter uma idéia bonita e purista (ou imbecil dependendo do ponto de vista) ando pensando se não está na hora de mudar minhas concepções dos dois lados. O primeiro ponto é que eu preciso fazer minha vida profissional mesmo me dando grana, ser divertida, senão… não sei quanto tempo vou aguentar nessa vida, senti que esse passo realmente é o mais emergencial e estou começando a trabalhar por ele primeiro. Mas realmente o aspecto mais difícil vai ser conseguir ganhar uma grana com meus Hobbys, não porque seja difícil como expliquei até aqui, mas por uma questão de princípios.
Mais uma vez eu rodei, rodei, e só agora vou explicar o porquê desse post (estou começando a achar que sou prolixo). Com o próximo passo da minha carreira de Blogueiro eu vou passar a ter um domínio e um servidor próprio nos próximos meses, e isso não sai de graça, apesar de não ser tão caro gera custos extras. Fico vendo que a maioria dos Blogs de “sucesso” da internet brasileira são mega poluídos visualmente com propagandas do Google Adsense por todos os lados, eu até desisti de ler esses blogs por seus sites, bendito seja o inventor do ‘RSS’ e o Google Reader.
Para piorar agora temos os chamados posts patrocinados, onde uma empresa paga ao blogueiro para que este poste sobre o seu produto. Por mais que os blogueiros geralmente avisem que é um post patrocinado (pelo menos alguns avisam) e por mais que digam que não falariam do produto se fosse ruim ou se não tivesse a ver com o assunto do seu blog, eu não acho isso legal… longe de mim dar uma de puritano, nem todo blogueiro é jornalista e não existe um código de ética do blogueiro, mas devemos lembrar que os códigos de ética só precisam existir porque por sí só as pessoas tem extrema dificuldade de seguir alguma ética diferente da ética do umbigo. Pelo menos para mim um blog que faz isso perde credibilidade.
Entendo que muitos realmente vivam disso, e isso não é uma crítica de forma a querer arrumar confusão ou algo do tipo, é apenas a forma como vejo as coisas, e talvez realmente não seja a certa… ainda preciso pensar melhor sobre tudo isso… bem, vou usar minha conta do Adsense no futuro site do Diário de Notícias Desencontradas, mas nada exagerado.
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