Diário de Notícias Desencontradas

Notícias e pensamentos que não devem mudar sua vida
O papo é sobre Conversa Fiada

Poucas coisas são capazes de revoltar as massas de forma que as pessoas peguem suas tochas e seus tridentes e saiam as ruas pedindo a cabeça de alguém. Infelizmente imposto de renda não é uma dessas coisas, mas estou falando de violência contra crianças, contras idosos e pessoas doentes e indefesas, e contra animais.

É engraçado ver alguém comentando com desdém a morte de alguém na periferia de uma grande cidade, mas super incomodada por um mal trato dado a algum cachorrinho. Mas não vou comentar sobre isso, não estou aqui para julgar e nem é esse o objetivo desse post.

Mas nem todos os animais entram no roll de “coisinhas fofas que não deve-se fazer mal”. Estou falando dos pobres insetos que correspondem a grande parte dos indivíduos desse planeta (claro considerando uma muriçoca um indivíduo apenas para questões de contagem) e são odiados geralmente por serem feios, nojentos e terem alguns hábitos politicamente incorretos e não muito saudáveis (não a eles, mas aos outros) como sugar sangue, andar no esgoto, embolar bosta e carrega-la nas costas, colocar ovos em alimentos podres, etc. Claro que no final das contas é tudo preconceito!

Eu que nunca vi ninguém lamentar a morte de uma pobre barata (nem nunca verei já perdi a esperança) e sei que vocês devem achar que eu estou falando muita besteira (novidade), mas se partirmos do pré-suposto que a vida em si independente de como se manifeste é uma coisa sensacional e sem igual, toda perca é uma perca. E se você é religioso, mesmo numa barata temos o dedo de Deus na história.

A verdade é que a uns dois anos atrás lendo um livro Zen Budista explicando sobre a doutrina dos Budas e o caminho para a iluminação eu achei bem interessante o trecho que citava o “não matarás” deles, a diferença é que o não matarás aqui se estende aos animais também. Achei tão interessante ver o mundo dessa forma que resolvi daquele dia em diante não mais matar nenhuma forma de ser vivo.

Foram praticamente 6 meses de uma linda filosofia de vida, que me fazia andar na rua com o maior cuidado para não pisar em formigas, que eu deixava as muriçocas chuparem meu sangue em paz (e olha que eu sou super alérgico a essas filhas da p…) e que as baratas poderiam trafegar em paz na minha frente, até que um dia o equilíbrio foi quebrado pelo único animal que eu tenho ódio mortal… o terrível, o irreal, o mais FDP dos FDP do reino animal o:

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Grilo Doméstico!

Eis o animal mais chato da face da Terra que fica fazendo escândalo para arrumar uma fêmea, o barulho irritante deles não só não me deixa dormir como me faz virar uma fera assassina que não descansa até vê-lo esmagado. Depois de matar um grilo o encanto se perdeu, e logo estava assassinando muriçocas com as próprias mãos e baratas com uma sandália Havaiana número 39 (tenho o pé pequeno) e a cada dia meus planos de um bom Karma vão para as cucuias.

Mas não mato formigas nem aranhas, eu gosto delas, ainda terei minha tarântula de estimação!

Postado por Alessandro em sexta-feira, abril 18th, 2008


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