Buracos Negros
Outubro 31st, 2007 | by Luiz | 773 AcessosCompare Precos de:Frigobar, Microondas, Geladeira, Celular, Camera, Ipod.
Um buraco negro clássico é um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz. Nem mesmo a luz (aproximadamente 300.000 km/s), pode escapar do seu interior, por isso o termo negro (se não há luz sendo emitida ou refletida o objeto é invisível). O termo buraco
não tem o sentido usual mas traduz a propriedade de que os eventos em
seu interior não são vistos por observadores externos. Teoricamente
pode ter qualquer tamanho, de microscópico a astronômico (alguns com
dias-luz de diâmetro, formados por fusões de vários outros), e com
apenas três características: massa, momentum angular (spin) e carga
elétrica, ou seja, buracos negros com essas três grandezas iguais são
indistinguíveis (se diz por isso que “um buraco negro não tem
cabelos”). Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para
zero, isso implica que a “densidade tenda para infinito”.
É possível simular em um computador as condições físicas que levam à formação de um buraco negro, como consequência do colapso gravitacional de uma estrela supergigante. Para isso, os astrofísicos teóricos implementam complexos programas, que recriam as condições físicas da matéria e do espaço-tempo
durante o processo de implosão das estrelas, as quais esgotam seu
combustível nuclear e colapsam, com o transcorrer do tempo, devido a
seu peso gravitacional, formando um objeto de densidade e curvatura do espaço-tempo infinita. Desses objetos quase nada, nem mesmo a luz, consegue escapar. O resultado é a formação de uma singularidade gravitacional contida num buraco negro de Schwarzschild (Karl Schwarzschild é o astrônomo que descobriu a primeira solução das equações de Einstein que descrevem um buraco negro). 
Os buracos negros, assim como outros objetos cuja atração
gravitacional é extrema, retardam o tempo devido aos efeitos
gravitacionais.
As estrelas de nêutrons e buracos negros causam de fato distorção espaço-temporal, relacionada com o efeito de lente gravitacional.
Karl Schwarzschild,
em 1916, encontrou a solução para a teoria da relatividade que
representa o buraco negro como tendo uma forma esférica. Ele demonstrou
que se a massa de uma estrela estiver concentrada em uma região
suficientemente pequena, ela gerará um campo gravitacional na
superfície da estrela tão grande que nem mesmo a luz conseguirá escapar
dele. Este é o chamado buraco negro. Einstein e muitos físicos não
acreditavam que tal fenômeno pudesse acontecer no universo real. Porém,
provou-se que esse fenômeno de fato acontece. 
Se conseguíssemos observar uma queda real de um objeto num buraco
negro, de acordo com as simulações virtuais, veríamos este mover-se
cada vez mais devagar à medida em que se aproximasse do núcleo massivo.
Segundo Einstein,
há um desvio para o vermelho, e este também é dependente da intensidade
gravitacional. Isto se dá porque, sob o ponto de vista corpuscular, a
luz é um pacote quântico
com massa e ocupa lugar no espaço, portanto tem obrigatoriamente uma
determinada velocidade de escape. Ao mesmo tempo, este pacote é onda de
natureza eletromagnética e esta se propaga no espaço livre. É sabido que longe de campo gravitacional intenso, a freqüência emitida tende para o extremo superior (no caso da luz visível, para o azul).
À medida em que o campo gravitacional começa a agir sobre a partícula (luz), esta aumentará seu comprimento de onda, logo desviará para o vermelho. Devido à dualidade matéria-energia
não é possível analisar a partícula como matéria e energia ao mesmo
tempo: ou se a enxerga sob o ponto de vista vibratório ou corpuscular.

A luz e a singularidade
Em simulações no espaço virtual, descobriu-se que próximo a campos massivos ocupando lugares singulares,
a atração gravitacional é tão forte que pode fazer parar o movimento
oscilatório, no caso da luz enxergada como comprimento de onda, esta
literalmente se apaga. No caso da luz enxergada como objeto
que possui velocidade de escape esta é atraída de volta à região de
onde foi gerada, pois a velocidade de escape deve ser igual à
velocidade de propagação, ambas sendo iguais, a luz matéria é atraída
de volta. Logo, a radiação sendo atraída de volta, entra em colapso
gravitacional, juntamente à massa que a criou, caindo sobre si mesma.

Fonte: Wikipedia
