Coletâneas sobre o aneurisma ( cerebral e de outros tipos )

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Segundo o site ABC da Saúde o Aneurisma é:


O que é?


Aneurisma cerebral é uma dilatação anormal de uma artéria cerebral que
pode levar a ruptura da mesma no local enfraquecido e dilatado.Uma
comparação de como se parece um aneurisma é a dilatação ou
irregularidade da câmara de um pneu. Formam-se irregularidades na
superfície da câmara e em um destes locais há ruptura da mesma com
perda de ar sob pressão. Nos indivíduos que têm aneurisma cerebral há a
ruptura desta irregularidade da artéria cerebral e “vazamento” de
sangue para um espaço virtual que existe no cérebro chamado de “espaço
subaracnóide”.A ruptura inicial de um
aneurisma cerebral leva à morte quase um terço dos pacientes.




Alguns pacientes apresentam dois ou mais episódios de hemorragia do aneurisma
cerebral. Em cada uma das hemorragias o risco de morte vai se somando.
Como se desenvolve?
A ruptura do aneurisma pode ocorrer durante toda a vida, mas é mais freqüente entre a quarta e quinta década de vida.Muitas
pessoas nascem com aneurismas cerebrais, os chamados aneurismas
congênitos os quais, ao longo da vida, podem aumentar e romper.Existem fatores de risco como parentesco de sangue próximo ao de alguém que já teve aneurisma, principalmente irmãos. Outros
fatores de risco são: hipertensão arterial, dislipidemias (alteração do
colesterol e triglicerídeos), doenças do colágeno, diabete mélito
(açúcar no sangue) e fumo.
O que se sente?
O
sintoma mais comum é cefaléia de grande intensidade acompanhada de
vômitos, convulsões e perda de consciência. Alguns pacientes
desenvolvem ptose palpebral (queda súbita da pálpebra) acompanhado de
cefaléia. Outros, perda progressiva da visão por comprometimento do
nervo óptico por compressão do aneurisma.Com o
decorrer das horas a dor de cabeça pode evoluir para uma dor importante
na nuca e levar a “rigidez de nuca” que é comum na meningite, ou dor
nas costas e pernas. Isso ocorre por que o sangue escorre da cabeça
para a coluna e “irrita” as raízes nervosas provocando dor nas costas.Pacientes
que não rompem o aneurisma cerebral podem ter sintomas de isquemias
cerebrais de repetição, pois pode haver formação de pequenos coágulos
dentro do saco aneurismático levando a liberação dos mesmos para a
corrente sangüínea e “entupindo” pequenas artérias.

Como o médico faz o diagnóstico?
Os
pacientes com aneurisma cerebral não roto apresentam dificuldade de
diagnóstico por parte do médico. Os aneurismas não rotos não dão dor de
cabeça. Algumas vezes apresentam-se como pequenas isquemias cerebrais
ou queda da pálpebra. O especialista experiente deverá solicitar uma
angiografia cerebral digital ou uma angiografia por ressonância
magnética. Somente nos aneurisma muito grandes podemos fazer
diagnóstico dos mesmo com uma tomografia computadorizada do encéfalo.O
diagnóstico de suspeição é feito pela história que o paciente conta
quando o aneurisma é roto. Muitas vezes o paciente já chega em coma ao
hospital. Cabe ao médico solicitar uma tomografia computadorizada do
encéfalo que deve demonstrar sangue no espaço subaracnóide ou hematoma
cerebral (coágulo dentro do cérebro). Caso a
tomografia computadorizada seja normal e o paciente apresente rigidez
de nuca o médico procede a uma punção lombar para ver se há sangue no
líquido que banha o cérebro e a espinha, chamado de “líquor”. Nos
pacientes com hemorragia por aneurisma cerebral o líquor - que é da cor
da água - aparece avermelhado pelo sangue da hemorragia.

Como se trata?

O tratamento dos aneurismas não rotos deve ser
avaliado, pois o risco anual da ruptura de um aneurisma é de 1,25 %, ou
seja, o paciente pode escolher um momento adequado para o seu
tratamento junto com seu médico. Já os aneurismas rotos apresentam-se como
uma urgência médica devendo ser tratados com máxima brevidade. Até o
início da década de 90 o tratamento era feito exclusivamente através da
cirurgia, que consiste em abertura do crânio e bloqueio do aneurisma
com clipes (grampos) metálicos. Nem todos os pacientes podem ser
tratados com cirurgia. Dependendo do estado de saúde do paciente e do
local a ser alcançado, uma intervenção cirúrgica poderá ser perigosa.

A
partir da metade da década de 90, foi desenvolvido um método denominado
embolização por cateter que consiste em introduzir um cateter na
artéria da virilha e através do cateter, que é levado até ao aneurisma,
promover o bloqueio do aneurisma com inserção de micro molas de
platina. Nisto reside o tratamento endovascular, também conhecido como
embolização. Há casos em que a estrutura vascular do paciente não
permite a passagem do cateter. Nesses casos, não existe alternativa a
não ser o tratamento cirúrgico. Recentemente foi desenvolvido novo
material para tratar o aneurisma, chama-se Onyx. Trata-se de um líquido
que se torna sólido no interior do aneurisma. O Onyx deverá substituir
as molas de platina, mas sua utilização tem o mesmo conceito
terapêutico.

Agora segundo a Wikipedia:

Um aneurisma é uma dilatação vascular de uma artéria, podendo ocorrer em basicamente qualquer artéria. Seu perigo está no fato de poder romper-se ou trombosar, provocando isquemia dos tecidos irrigados pela artéria atingida.

Um aneurisma cerebral é uma patologia provocada pela dilatação segmentar, em formato variável, de um vaso no encéfalo, geralmente arterial - artéria - ou menos frequentemente venoso - veia - como por exemplo, o raro aneurisma da veia de Galeno.
Quando a zona dilatada do vaso toma forma esférica, dá-se o nome de
aneurisma sacciforme (de saco), ou quando tem forma alongada através do
eixo principal do vaso, aneurisma fusiforme (de fuso).
O tamanho é variável, podendo ser desde alguns milímetros até alguns
centímetros. Os aneurismas acima de dois centímetros de diâmetro são
considerados aneurismas cerebrais gigantes. Os aneurismas pequenos, de
poucos milímetros, são chamados de aneurismas baby.

Os aneurismas do encéfalo humano mais frequentes são conhecidos como
aneurismas cerebrais congênitos e são mais encontrados na face inferior
do encéfalo, na rede circulatória dos grandes vasos conhecida como polígono de Willis.
Na verdade, o que ocorre é que o encéfalo não possui um hilo de
vasos sangüíneos como o pulmão ou o rim. As artérias dessa rede são
nutridas por duas artérias carótidas (na região anterior da base do
crânio) e mais duas artérias vertebrais (na região posterior do
crânio). Na época do formação do feto, uma das três camadas de um ou
mais vasos arteriais do polígono de Willis, nas regiões das
bifurcações, nasce sem a camada média, muscular. Ao longo dos anos, o
aneurisma se forma às custas da dilatação das duas outras camadas, as
quais não têm efeito mecânico restritivo.

Geralmente os aneurismas se
manifestam na vida adulta e são raramente encontrados nas autópsias de
crianças. Logo, o aneurisma cerebral se forma ao longo da vida da
pessoa. Assim, não cabem algumas discussões jurídicas envolvendo o
termo doença pré-existente em contratos com seguros de saúde, pois a
pessoa não nasce com o aneurisma, e sim com a condição pré-existente, o
que é completamente diferente.
Há uma discreta predominância da incidência no sexo feminino e o
pico etário de rotura se dá em torno dos 43 a 45 anos de idade. Pode
raramente ocorrer na infância. Raramente tem caráter familiar.

A consequência do rompimento do aneurisma cerebral é um fenômeno patológico, chamado de acidente vascular cerebral hemorrágico
ou avch (derrame vermelho, na linguagem popular). Os aneurismas, na
vasta maioria dos casos, não geram qualquer tipo de sintoma até a sua
ruptura e sangramento. Existem outras causas de avch e o sangramento
por aneurisma não é a causa mais frequente. Pode haver sangramento para
dentro do tecido cerebral (menos comum); hemorragia sub-aracnóide,
HSA, também conhecida como hemorragia meníngea espontânea ou para
dentro dos ventrículos cerebrais, podendo provocar hidrocefalia.

A
ocorrência da hemorragia é em geral súbita, repentina, com duração dos
sintomas e sua intensidade variáveis, passível de produzir alterações
da consciência, da motricidade,
da palavra, entre outras. Cefaléia súbita, descrita como a dor de
cabeça mais forte que o indivíduo sente em toda a sua vida, acompanhada
de desmaio (perda da consciência) e vômitos são a tríade de sintomas
mais comuns na HSA.
O sangramento gera em algumas horas irritação das meninges e o
pescoço fica duro, com rigidez nucal para flexão anterior da cabeça até
o tórax. O queixo não toca o tórax. Pode ser confundido com meningites.
Dores de cabeça com as características acima, sobretudo em pessoas
que normalmente não tem dores de cabeça, devem alertar o médico da
possibilidade de HSA.

A maioria das HSA (outras diversas doenças também podem se
manifestar com HSA; a mais comum é trauma craniano) podem ser
detectadas atráves de tomografias computadorizadas do crânio (CT ou
TC). Se a CT resultar normal sob esta suspeita é recomendada a punção
de líquor
espinhal para exame laboratorial e ver se há hemáceas degeneradas no
líquor ou degradação dessas com xantocromia (cor amarela do líquor após
centrifugação). Hemáceas não degeneradas são indicativo de acidente na
punção, que é feita com uma agulha longa.
Os aneurismas intracranianos são lesões perigosas de elevado risco
que, em caso de ruptura, podem produzir a morte súbita em um primeiro
ou mais sangramentos; ou uma devastação neurológica (sequelas diversas)
em pessoas que frequentemente eram completamente saudáveis.

Em geral
são tratados, dependendo da experiência do neurocirurgião, com clipagem
microcirúrgica definitiva (atualmente o método de maior eficácia a
longo prazo).
Estatística: Considera-se que entre 1 e 5 % dos adultos têm
aneurismas cerebrais assintomáticos, enquanto que outros autores dizem
que são encontrados em entre 5 a 10 % das autópsias em geral.
Sugeriram-se alguns factores ligados à sua ruptura como a hipertensão arterial (HTA), o hábito de fumar, o consumo de drogas e álcool, o stress,
os contraceptivos orais, o parto e os esforços físicos em geral
(exercício, defecação, coito, tosse, etc.). Contudo, em cerca de 14 a
22 % dos sangramentos por aneurismas, não se identifica um factor
determinado, enquanto que cerca de 30 % ocorrem durante o sono.

O exame padrão ouro para detecção de aneurisma cerebral não é a
tomografia ou a ressonância magnética, e sim o cateterismo cerebral de
4 vasos (angiografia digital).
Embora o comportamento da doença por países varie em função da
distribuição etária, nível de saúde, factores raciais, ambientais e
possivelmente da prevalência da HTA e da arterioesclerose
na população afectada, o valor médio global da incidência da hemorragia
subaracnoidea (HSA) aneurismática é de 10 por 100.000 habitantes por
ano, com 50 % de mortalidade, constituindo um significativo problema de
saúde, já que de 20 a 40 % dos pacientes com HSA morrem em consequência
de uma hemorragia inicial catastrófica antes de chegar ao hospital, e
unicamente 60 % dos pacientes são admitidos no hospital em condições
neurológicas razoáveis.

Após a hospitalização, a mortalidade alcança
cerca de 37 %, elevando-se até 40-60 % dentro do primeiro mês posterior
à hemorragia, enquanto que a incapacidade severa afecta 17 % dos
doentes. A evolução favorável apresenta-se somente em 47 % dos
pacientes.

A aorta, como principal artéria do corpo, tem grande importância para a vascularização dos rins e dos membros inferiores. Os aneurismas desta porção podem romper-se, apresentando-se como dor abdominal intensa e choque hipovolêmico. Mais comumente ocorre a dissecção
da parte interna da artéria, conhecida como íntima, causando obstrução
e isquemia renal e dos membros inferiores. É tratada pelo cirurgião
vascular. Se romperem as capas internas da parede do vaso sanguíneo,
aparece o aneurisma dissecante, mas se a parede se romper totalmente
diz-se então falso aneurisma.

Pode ser espontâneo ou traumático.
Como é uma artéria de grande calibre, com volumoso fluxo sanguíneo, se
não for tratado cirurgicamente a tempo o paciente morre por hipotensão arterial e choque hipovolêmico. É tratado pelo cirurgião cardíaco.

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