Morre Bob Fischer - considerado o melhor jogador de xadrez de todos os tempos

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Fischer morreu hoje, há cerca de 1 hora, na Islândia. Na minha opinião e na de muitos outros foi o melhor jogador de xadrez que já viveu. Infelizmente os seus anos finais foram marcados por declarações infames e mesmo certa insanidade mental. Vou postar a biografia dele colhina na Wikipedia logo abaixo para quem desejar conhece-lo melhor.
foto de bob fischer em 2005
Robert “Bobby” James Fischer de (Chicago, 9 de março de 1943 — Reykjavik, 17 de Janeiro2008) foi um famoso enxadrista norte-americano.




Filho de pai judeu-alemão e mãe americana, aprendeu a jogar xadrez aos seis anos com sua irmã mais velha, que o entretinha com diversos jogos enquanto a mãe ia trabalhar; o pai era ausente e pouco se sabe dele.[carece de fontes?] Mudou-se cedo para a Califórnia e pouco tempo depois para Nova Iorque, onde pôde desenvolver-se em grandes clubes seculares como o Marshall e o Manhattan. Aos 13 anos jogou “a partida do século” num torneio de Mestres em 1956 contra Donald Byrne, irmão de Robert Byrne, o qual também era Grande Mestre e foi vítima de uma das maiores partidas de Fischer no US-ch 1963, o qual Fischer venceu com 100% de aproveitamento, 13 em 13 possíveis e rating performance acima de 3000, feito igualado por Emanuel Lasker, na Alemanha, e Alexandr Fier, no Brasil. Fischer venceu também o campeonato estadunidense oito vezes em oito participações (1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1965, 1966), sendo a primeira aos 14 anos em 1957 e a segunda aos 15, em 1958. Venceu jogadores tão fortes como Samuel Reshevsky (considerado pelo próprio Fischer como um dos dez melhores de todos os tempos - até então TOP 10), com tão pouca idade. De Dezembro de 1962 até o fim da sua carreira, em 1972, Fischer venceu todos os torneios que disputou, exceto dois, nos quais terminou em segundo lugar: Capablanca Memorial, 1965, vencido por Boris Spassky e a Piatigorsky Cup, 1966, vencida por Smyslov. Geralmente Fischer vencia os abertos e grandes torneios que participava com 3 ou 3,5 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado. A principal façanha da sua carreira foi a classificação para chegar à final do mundial contra Spassky. Fischer venceu Taimanov (jogador TOP 10) por 6×0 num jogo melhor de 10. Fischer venceu Larsen (que era um dos cinco melhores jogadores do mundo) por 6×0 num jogo melhor de 10 e venceu Petrosian por 7,5 x 2,5 num jogo melhor de 10. Em eleição feita pelo principal periódico internacional de Xadrez, o Sahovski Informator, no final do ano 2000, Fischer foi considerado pelos grandes mestres como o melhor jogador do século XX, à frente de Kasparov. Havia uma hegemonia russa desde quando Alekhine derrotou Capablanca em 1927. Após a recusa de Fischer defender o título em 1975, a hegemonia de russos voltou e durou até o indiano Viswanathan Anand vencer o Mundial FIDE de 2000.

Fischer foi preso no Japão e lutou contra sua extradição para os Estados Unidos por quase um ano. A Islândia ofereceu cidadania a Fischer, tendo ele aceitado. Livre então pela cidadania islandesa, Fischer seguiu viagem para a Islândia chegando no dia 23 de março de 2005. Algumas fontes lhe atribuem um Q.I. de 181, outras lhe atribuem 184, outras ainda lhe atribuem 187; possivelmente esta divergência se origina de um número manuscrito em um lado no qual os algarismos 1, 4 e 7 podem ser semelhantes. Na lista dos Q.I. de celebridades de Sigma Society, figura com Q.I. estimado em 225, o que correspondente a cerca de 183 pela escala de raridade Stanford-Binet.[carece de fontes?] Em 1992, Fischer voltou a disputar um encontro contra Boris Spassky. Mesmo Fischer estando 30 anos afastado, enquanto Spassky permaneceu ativo durante todo este tempo, Fischer venceu com relativa facilidade e introduziu diversas novidades teóricas.

Com tais resultados e a vitória sobre Spassky na final do mundial Fischer terminou sua carreira em 1972 com uma pontuação de 2785, marca só superada em 1987/1988 por Kasparov, quase 15 anos depois. Quando Fischer atingiu 2785 o segundo lugar tinha 2625 (Spassky); já quando Kasparov atingiu os 2780 o rating já estava inflado e o segundo lugar, Karpov, tinha mais de 2700. Ou seja, o espaço entre Fischer e seus contemporâneos era muito superior ao de Kasparov em relação aos seus. Kasparov nunca venceu um TOP 10 por 6×0, nem um TOP 5 por 6×0, como Fischer fez com Taimanov e Larsen. Fischer venceu Tigran Petrosian quatro partidas em seqüência na final do torneio de candidatos de 1971. Em 1973, o campeonato soviético foi vencido por Karpov, e tinha dentre outros jogadores, Tal, Smyslov, Spassky, Bronstein, Korchnoi e Petrosian. Petrosian foi o terceiro lugar, único invicto após 18 rodadas. Nem o campeão Karpov nem o vice Spassky conseguiram ficar invictos.

De branca, devoto do peão do rei, o qual defendia com a seguinte citação: “The best by test.” Contra e4, devoto da Siciliana Najdorf Contra d4/c4/Cf3, jogou várias, a principal foi a Índia do rei, depois a Grunfeld, dentre outras Nimzo India.

“Excêntrico, arrogante, insano, incomparável e genial, era Bobby Fischer. Para aqueles que o admiram esta é das personalidades mais intrigantes e surpreendentes. Para aqueles que o desconhecem era arrogante, para aqueles que ouviram falar dele, um gênio, para os que o conhecem um Deus.” Autor Desconhecido, falando sobre Fischer. “Não sou um computador como os outros querem pensar. Botvinnik disse uma vez que calculo melhor que os demais, que sou uma máquina, um homem prodígio e tambem fui uma criança prodígio. Aqui não há prodígio algum. Sou meramente um homem, mas um homem extraordinário. Estudo e aprendo cada dia mais e mais, um dia hão de ser meus o carro mais caro e a casa mais bonita. Na América não há ninguém que possa comparar-se comigo. Fui campeão nacional 7 vezes o que começa a ser fatigante. Aos 14 anos fui campeão nacional, com 16 “grande mestre”, com 27 anos sou o melhor do mundo e com 28 serei declarado oficialmente campeão mundial. Meu objetivo é que ninguém no planeta saiba “mexer as peças” melhor do que eu!” Robert James (Bobby) Fischer, 1971. “I like to do what I want to do and not what other people expect me to do. This is what life is all about, I think.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “It’s pretty tough because of all the tension and all the concentration, sitting there hour after hour. It’s…exhausting.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75

“Chess demands total concentration and a love for the game.”
– Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “The best by test.” Fischer on “1.e4″

“You have to have the fighting spirit…You have to force moves and take chances.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “I play honestly and I play to win. If I lose, I take my medicine.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “If I win a tournament, I win it by myself. I do the playing. Nobody helps me.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “I give 98 percent of my mental energy to chess. Others give only 2 percent.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “…If you don’t win, it’s not a great tragedy–the worst that happens is that you lose a game.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “Ideas. I never memorize lines.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “I am the best player in the world and I am here to prove it.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “I now feel a sense of mission to win the championship.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “Chess is like war on a board.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “Don’t even mention losing to me. I can’t stand to think of it.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “You don’t learn anything in school. It’s just a waste of time. You lug around books and all and do homework. They give too much homework. You shouldn’t be doing homework. Nobody’s interested in it. The teachers are stupid. They shouldn’t have any women in there. They don’t know how to teach. And they shouldn’t make anyone go to school. I don’t listen to weakies . My two and half years in Erasmus high I wasted. I didn’t like the whole thing. You have to mix with those stupid kids. The teachers are even stupider than kids. Half of them are crazy. If they’d have let me, I would have quit before I was sixteen. ” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “I think my subconscious mind is working on it all the time. Even when I’m not playing or studying, I sit down at the board and I get a lot of new ideas. Things are coming to me all the time.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “It’s just you and your opponent and the board and you’re trying to prove something.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “There are nice guys and tough players. I am a tough player.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “Genius? It´s only a word. If you win you´re a genius. If u don´t ure not.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75 “This is the Jewish mentality. These are a criminal people. They torture their prisoners in the worst way. It’s even illegal! They don’t even deny it hardly. Jews were always were always bastards throughout history. They are liars, they are the worst pieces of shit in the world. They mutilate their own children…You know the Jews control the courts…The United States is a farce controlled by dirty, hook-nosed circumcised Jew bastards.” — Robert J. Fischer, USA, World Chess Champion 1972-75

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  1. 1 resposta to “Morre Bob Fischer - considerado o melhor jogador de xadrez de todos os tempos”

  2. Por Ricardo Em Jun 22, 2011 | Responder

    Pra mim ele foi o melhor jogador de xadrez de todos os tempos, sem sombra de dúvidas.

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