Novos desdobramentos do caso do assassinato da menina Isabela

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Veja os novos desdobramentos do caso do assassinato da menina Isabela:

Segundo um Jornal:

O inquérito sobre a morte da menina Isabella Nardoni será apresentado ao Ministério Público na tarde desta terça-feira. Até o início da tarde, os delegados que investigam o assassinato permaneciam reunidos com o delegado-geral de São Paulo, Maurício Lemos Freire, no prédio da Secretaria da Segurança.




Em seguida, o documento deve ser entregue ao promotor Francisco José Taddei Cembranelli, no fórum de Santana (zona norte).

Participam da reunião na secretaria, os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, do 9º DP –responsáveis pelas investigações–; a delegada Elisabete Sato, titular da Seccional Norte; e o delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital).

Na sexta-feira (18), Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e a madrasta de Isabella, prestaram depoimento e foram indiciados por homicídio doloso (com intenção) com três agravantes: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O casal nega envolvimento no crime.

Com o inquérito relatado, caberá à Promotoria oferecer a denúncia (acusação formal), e à Justiça decidir se abre ou não processo contra o casal. Em qualquer uma das fases do processo judicial, cabe recurso.

Depoimentos

A Polícia Civil também deve ouvir na tarde de hoje Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia da menina. Ambos deveriam ter prestado depoimento no último sábado, mas a defesa pediu o adiamento após o desgaste causado pelo depoimento do pai e da madrasta de Isabella, que permaneceram na delegacia por aproximadamente 17 horas, entre sexta e a madrugada de sábado.

Também hoje devem ser divulgados laudos sobre o caso, e há expectativa de que a polícia peça a prisão preventiva do casal Alexandre e Anna Carolina.

Irregularidades

Isabella, 5, foi asfixiada e jogada do sexto andar do apartamento do pai e da madrasta, na zona norte de São Paulo, no dia 29 de março. Desde o crime, o pai e a madrasta alegam inocência e dizem que o crime foi cometido por uma terceira pessoa –assaltante ou desafeto–, que invadiu o imóvel e matou a criança.

Ontem (22), a defesa do casal informou que entrará com uma representação na Corregedoria da Polícia Civil contra possíveis irregularidades na condução do inquérito que investiga a morte da criança, conduzido pelo 9º DP (Carandiru).

Um dos advogados do casal, Ricardo Martins, aponta como uma das irregularidades o fato de, durante os depoimentos ocorridos na sexta-feira (18), ter sido feita a menção do laudo sobre a morte da garota. No entanto, diz Martins, o documento, ainda não integrava o inquérito.

“Não poderia, de forma alguma, ser feita a menção de um laudo que a defesa sequer chegou a ter contato, muito menos a autoridade policial, porque não consta no inquérito. E, se não consta, é um laudo inexistente”, disse o advogado.

Para o advogado, a Corregedoria deve investigar o fato de um pedreiro que trabalhava em uma obra aos fundos do edifício London relatar que o portão da casa em construção ter sido arrombado na noite do crime.

“Ele [pedreiro] deu depoimento para um jornalista dizendo que o local havia sido arrombado, que apesar de não terem levado nada, alguém entrou lá. Foi feita inclusive uma foto da pegada do teto da churrasqueira. Mas quando ele vai à delegacia prestar seu depoimento, ele muda totalmente sua versão. Nada mais viu, nada mais sabe. Isso é no mínimo estranho”, disse o advogado.

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