O que é realmente importante para você?

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Quem nunca perguntou isso para alguém, ou foi perguntado por alguém, ou até perguntou para si mesmo “O que é importante para mim?”. Será que sabemos mesmo o que é importante para nós? Ou apenas fazemos uma idéia (e muitas vezes errada) do que acreditamos ser importante?

Dinheiro? Carreira? Diversão? Vivemos sempre tentando preenche um certo vazio que todo mundo sente (e se não sente é porque tá preenchendo bem). O grande problema de preencher nosso tempo ao máximo é que sobra pouco tempo para refletir, para curtir e contemplar nossas conquistas, e até para com isso descobrir se o que estamos fazendo é realmente importante para nós, e mudarmos nossa direção se for preciso.

Vi um documentário no youtube sobre Epicuro (procurem lá, vale a pena). Ele era um filósofo que discutiu sobre a felicidade, sobre o que realmente precisamos para nos sentirmos satisfeitos com a vida. Ele enunciou que basicamente precisamos de três coisas:

1 - Termos o suficiente (de grana) para vivermos se preocupações, isso não quer dizer ficar rico, ou querer sempre mais dinheiro. Conheço pessoas que criam dinheiro como se tivessem criando filhos ou que se matam de trabalhar para ganhar muito dinheiro. Fico me perguntando porque perder tanto tempo da vida com apenas isto na cabeça, onde isto acaba? O quanto é suficiente, se quando se ganha um pouco cada vez se quer mais?

2 - Vivermos cercados de amigos. Isso é essencial, o homem busca a auto-suficiência, odiamos depender dos outros, queremos provar para nós mesmo que podemos atingir nossos objetivos, e porque não a felicidade, sozinhos. Mas sem amigos verdadeiros, sem pessoas ao nosso lado para nos dar força ou para comemorarem as conquistas ao nosso lado, eu acredito realmente que isso seja impossível.

Mas foi o item 3 que me trouxe a novidade que eu nunca percebi, para ser feliz é preciso refletir sobre os nossos momentos. É a reflexão que aprimora os nossos sentimentos e desejos, e que nos faz valorizar os momentos que vivemos, ou ver o lado bom dos momentos mais difíceis, ou seja é ela que responde a pergunta do título desse texto. Sobre esse aspecto eu queria colocar como homenagem um texto de um grande amigo, um irmão, que infelizmente nos deixou de forma trágica, reflitam sobre tudo isso:

The Importance of being Idle.

Se tudo é uma questão de referencial, então a vida será sempre um monótono – e pasmem, histérico – qüiproquó para aqueles que desperdiçam todo o seu tempo correndo atrás dela. Seja você mecanicista, metafísico, marxista ou torcedor da Vila Isabel, perseguir a vida freneticamente é tomá-la pela sua representação social, assumindo de vez que você não é nada além de um cargo, um posto, uma peça cujo objetivo é manter a máquina girando a pleno vapor! Descarte o que ele disse! (perdão pelo trocadalho do carilho… inevitável).

Pare! Respire! Sinta! O vencedor não teria como degustar as batatas se não parasse ao menos por um instante, nem teria como apreciar o simples prazer de estar em combate, caso não dê tanta importância assim para elas.

Transcender a própria consciência em busca de respostas começa por um gesto banal: abandone a multidão, seja um mero espectador, e procure entender o que realmente é importante. Don’t worry if you missed the starting gun, there’s still time to run… and live.

Anderson Souto

Alessandro é nerd, bacharel em ciência da computação, estudioso de ciência da religião, filósofo de boteco nas horas vagas e sente muita falta do seu amigo, tocar violão nunca mais terá a mesma graça.





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