Caso Isabella: polícia descarta hipótese de 3ª pessoa na cena do crime

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A delegada-assistente do 9º Distrito Policial de São Paulo (Carandiru), Renata Helena da Silva Pontes, em suas considerações preliminares, disse que mãe de Isabella reclamou de ciúme doentio da madrasta em depoimento à polícia. Ainda segundo a delegada, não há qualquer indício de terceira pessoa ter estado na cena do crime. A certeza sobre como se deu a queda, acreditando que foi provocada, também merece críticas no texto, datado do dia 2 de abril.

Veja abaixo mais detalhes das conclusões preliminares dos investigadores do caso e as demais análises.

A hipótese de um estranho ter estado no apartamento, além de não apresentar qualquer coerência, considerando a dificuldade que encontraria para entrar em um edifício, diante do exíguo tempo disponível para praticar todo o mal contra a criança, diante do total absurdo caso tivesse alguém agido dessa forma, precipitando uma criança inocente, que não oferece qualquer obstáculo à fuga, que segundo o pai encontrava-se, inclusive, dormindo, não foi corroborada por quem quer que seja, não foi alicerçada por qualquer prova material ou testemunhal.

(…) em momento algum tiveram a iniciativa, comumente instintiva, de ligar para (…) o socorro, mesmo estando na posse de celulares, preferindo ligar para os respectivos pais, usando o telefone fixo do apartamento. Esse comportamento incomum, revela, quiçá, que ambos já sabiam que nada mais tinham a fazer para salvar a vida da criança, necessitando, naquele momento, de proteção paterna para eles próprios. (…)

Alexandre e Anna Carolina afirmaram possuir um relacionamento harmônico e civilizado, o que foi amplamente desmentido pelas testemunhas (…)

A ex-companheira de Alexandre e mãe biológica da vítima, também revelou que Anna Carolina tinha um comportamento doentio, de ciúmes e possessividade em relação a Alexandre, a ponto de não permitir que a ex-mulher com ele falasse a respeito da filha, tendo ela que intermediar a conversação e de não permitir sequer que a ex-companheira soubesse o endereço onde moravam, querendo, por certo, mantê-la longe (…). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Agência Estado


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