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Muitos acham que passar em concursos é coisa de gênio, de pessoas superinteligentes ou de outros tipos de almas com a massa cefálica mais favorecida que os pobres mortais comuns. Nunca concordei com esse tipo de coisa.De fato minha própria experiência nesse respeito é uma prova viva do contrário: basta um pouco de estratégia e tática para melhorar seus resultados em qualquer concurso.

Já vi pessoas com muitas opiniões sobre o tema. Acredite, trabalhei com pessoas que achavam que quase todos os conhecidos que haviam passado em determinada categoria (hierárquicamente maior do que a eles na instituição) eram uma espécie de gente agraciada por Deus (O supremo criador de todo o universo), eram pessoas que estavam destinadas para essa glória por longos anos desde o nascimento.




Achavam que quando a mãe os pariu o Dr olhou neles e disse: “Etã coisinha inteligente! Olha a cabecinha dele! Esse bichinho vai passar num concurso pra tal cargo!”. :)

Eu estou aqui para escrever essa nova coluna no opiniaoweb.com e desmistificar esse pensamento. Pretendo mostrar que passar em concursos não é coisa de outro mundo, que com um pouco de preparação (e não estou aqui me referindo a cursinhos ou coisas do gênero) é possível passar em vários concursos (provavelmente em todos os que você pretende concorrer).

Desde os 14 anos eu passo em vários concursos (de fato, em todos os que fui fazer a prova até hoje).

Aos 14 passei num concurso para o Senai, acho que era Eletro-eletrônica o nome do curso. O curso seria feito por alunos que haviam acabado de terminar a oitava série (ou o curso ginasial, como é chamado em alguns lugares) e seria feito em 2 anos. Tinha uma relação de vagas até boa, foram 220 candidatos (isso mesmo, duzentos e vinte) para 20 (vinte) vagas. Não queria fazer, pois tinha outra coisa melhor em mente para aquele mesmo ano (ainda falaremos sobre isso num post futuro), mas minha familia queria que eu tentasse, acho que pra ter aquele senso de garantia que as pessoas mais velhas parecem tanto prezar (se não conseguir passar no outro melhor então fica nesse, hehe). Mas tive sorte. Passei em primeiro lugar.

Lembro que estava muito nervoso. Cheguei ao local com uma hora de antecedência. Antes de entrar resolvi “liberar a adrenalina” pra diminuir o nervosismo. Fui jogar Fatal Fury Real Bout (meu grande vício na época) numa casa de jogos próxima. Na volta estava simplesmente calmo, tranquilo. Parece que todo o peso tinha caído das minhas costas.

Não estou querendo dizer com isso que é bom jogar video game antes de fazer uma prova, estou somente relatando o que me ocorreu, e como isso me marcou já que foi a minha primeira experiencia do gênero.

Quando entrei, recebi as 3 provas: a prova psicotécnica, a de português e a de matemática. Fiz primeiro a psicotécnica que parecia mais simples. Era aquele tipo de descobrir qual o final da sequencia de números, letras, frases e desenhos. Pertinho do final da prova tinha umas questões com uns desenhos que pareciam até sem lógica. Essas tinham o que parecia ser respostas ambiguas. Chutei entre as respostas que eu achava certas e no fim acabei acertando. Consegui 10 nessa prova.

A prova de português era mais fácil. Quase toda interpretação de textos, com umas cascas de banana em ortografia e gramática. Eu tinha passado o ano todo estudando muito português. Não que gostasse da matéria, mas por causa de uma professora de quem eu gostava bastante (gostar aqui no bom sentido da palavra, sem nenhuma conotação romântica). Também tirei 10.

A prova de matemática estava mais dificil. Não que estivesse mais complexa, com coisas que eu não saberia resolver, mas tinha várias questões trabalhosas. Coisa que demoraria bastante. Faltava uma hora pra acabar o tempo. Havia 10 questões pra resolver. Peguei de cara as mais rápidas e depois conferi na hora de marcar no cartão resposta. As outras fui resolvendo em sequencia mesmo. Por fim tinha ficado uma em que a minha resposta não batia com nenhuma das alternativas do cartão. Essa, diferente das outras, tinha uma linha para se escrever a resposta a mão. Achei estranho, então escrevi a resposta na prova e deixei registrado no cartão que segundo a minha resolução nenhuma daquelas respostas era a correta. Naquela época eu não sabia nada sobre anulação de questões. Não sei se
alguém sabia. Éramos todos crianças fazendo a sua primeira seleção na vida.

Enfim, entreguei a prova e o cartão. Saí sozinho, ninguém tinha me acompanhado dessa vez, até porque não ficava muito longe de casa. Estava bem, continuava tranquilo como no começo, mas principalmente estava agora mais alegre. Sabia que tinha feito uma boa prova. Só estava em dúvida quanto aquela última questão de matemática. Uma semana depois foi dado o resultado. No gabarito eu tinha acertado todas as questões. Naquela última questão eles não colaram no gabarito nenhuma das alternativas do cartão e sim o resultado que eu havia escrito na prova. Tinha fechado todas. Foi a primeira (e última hehe) vez que fechei um concurso acertando todas as questões.

Depois de toda essa experiencia acabei nem ficando no Senai. Cheguei a me matricular mas não assisti nenhuma aula. Ligaram em casa pra saber o motivo, em um próximo post eu falarei. Mas disso tudo eu tirei uma conclusão para a vida de concurseiro:

* Ficar calmo, tranquilo, antes, durante e depois de uma prova é talvez a melhor dica que alguém possa dar

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