Onde Comprar O Seu Carro Usado E Documentos A Verificar

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Só o fato de estar registrado em nome do primeiro proprietário, mesmo tendo apenas 50 km rodados, faz do ex-zero-quilômetro um carro usado e, portanto, bem mais barato que o novo.

ford ecosport

Para tentar conter a depreciação dos usados e esquentar os negócios, o mercado criou um neologismo e uma nova faixa de venda: os seminovos.

O critério que indica se um carro é seminovo é impreciso. Na definição da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), o seminovo deve ter, no máximo, três anos de uso, um só dono e baixa quilometragem.


E este é também um critério subjetivo: considera-se com “baixa quilometragem” tanto um veículo que tenha rodado 5.000 km em três anos como um que tenha percorrido 30 mil km no mesmo período.

Há outros fatores que impedem que o veículo seja comercializado como seminovo:

  • má conservação;
  • estrutura afetada por acidentes;
  • lataria com sinais de ferrugem;
  • defeitos no motor, embreagem, câmbio e/ou suspensão e mau alinhamento;
  • mudança no motor para torná-lo mais potente;
  • mudança do tipo de combustível;
  • rebaixamento da carroceria;
  • acessórios que alteram a forma original do veículo.

Lojas

Nas cidades médias e grandes é comum haver regiões onde se concentram lojas que negociam veículos, especialmente carros e motos.

Muitas dessas lojas são procuradas por pessoas que precisam vender o veículo com urgência ou não se dispõem a consertar eventuais defeitos.

Para quem vende, a vantagem é o negócio ser feito na hora, embora muitas vezes irregularmente, sem que a documentação seja preenchida em nome do comprador no momento da entrega do veículo. Em contrapartida, o valor obtido é quase sempre mais baixo.

A transferência deixa de ser realizada conforme a lei porque a loja que está comprando o veículo teria de contabilizá-lo e pagar os impostos correspondentes. Claro, há lojas e lojas; nem todas são iguais.

Quem quiser comprar nessas áreas urbanas que concentram lojas de veículos também vai encontrar preços menores.

Mas é importante tomar todas as precauções com a documentação para saber a origem do carro. O ditado popular às vezes é correto: o barato sai caro.

Feiras

Os “feirões” de veículos já são tradicionais na maioria das grandes cidades brasileiras e movimentam muito dinheiro.

Mas nem sempre quantidade significa qualidade. Como os negócios são feitos em meio à confusão, por causa do grande número de pessoas, o risco é maior tanto para quem vende como para quem compra.

Com os feirões, a idéia era agrupar proprietários e interessados em adquirir carros de particulares. Hoje, porém, não é raro encontrar nesses locais funcionários de loja que garantem ser “o único dono do carro”.

Para vender um carro no feirão, paga-se uma taxa de acordo com o modelo do veículo e o sucesso do local. O ritmo de funcionamento é igual ao da feira livre comum: quando se vai logo cedo, o feirão está lotado e os preços são mais altos.

No final, com compradores cansados e vendedores frustrados, há descontos e compras absurdas só para não perder a viagem. Bancos, financeiras e até despachantes instalam postos na maioria dos feirões para atender à clientela dominical.

Leilões

Contenha a empolgação ao deparar com anúncios de leilões que oferecem veículos com preços até 30% abaixo do valor de mercado.

Você pode fazer um bom negócio, mas essa é uma área para profissionais, principalmente comerciantes e especialistas em mecânica, que têm noção mais exata de quanto vale o carro e quanto será preciso gastar em consertos.

Nos dias que antecedem o leilão, os veículos podem ser examinados, mas não experimentados. Ou seja, você pode verificá-lo com os olhos, mas não ligar o motor nem as luzes. E não há nenhuma garantia. Por isso, toda cautela é necessária.

Sobretudo, faça uma vistoria rigorosa no chassi para saber se o carro já foi batido. Os leiloeiros são obrigados a comunicar o estado do motor e do câmbio do veículo, mas não confie nas informações do catálogo.

Dê preferência aos veículos retomados em financiamentos: eles costumam ser mais novos e mais bem conservados.

Antes de tentar comprar um carro, assista a alguns leilões para se familiarizar com o procedimento. Eles são abertos ao público, e o ingresso é gratuito. Para participar, é preciso apresentar o RG e o CPF e se cadastrar.

Além do lance, o comprador tem de pagar 5% de comissão oficial ao leiloeiro.

Deve-se pagar no ato 10% do valor do carro e o restante em 48 horas. O importante é não se precipitar e, também, estabelecer um limite de gasto.

Lance virtual

O comércio virtual também promove leilões de veículos. Há sites especializados que possibilitam o exame dos carros pela Internet antes dos leilões.

Aqui, aplica-se a mesma orientação que vale para leilão real. E mais: por computador, o ideal é esperar que alguns veículos sejam vendidos para só então dar o lance.

No começo do leilão virtual, os lances são mais altos porque pessoas inexperientes, temendo perder ofertas, acabam pagando mais caro.

Em outra modalidade, os internautas consultam classificados semelhantes aos publicados nos jornais. As condições de compra e venda são combinadas entre os interessados e o site recebe uma comissão de 2% a 5% do valor do veículo.

Para anunciar é necessário se cadastrar, fornecendo não só o preço pretendido, mas também dados pessoais e do carro.

Olho vivo na compra

Seja de quem for que você venha a comprar, você deverá antes verificar o estado e a documentação do veículo. Dedique atenção especial a chassi, motor e lataria, não se esquecendo de conferir as dicas a respeito de carros roubados. A ajuda de um profissional especializado é sempre boa e a da luz do dia também: não examine carro nenhum à noite.

Mecânica

O ideal é que sempre um mecânico de confiança avalie o veículo. Esse profissional tem muito mais condições de identificar ruídos característicos, roncos, vazamentos etc.

Mas veja alguns pontos que devem ser notados:

  • Ponto de ignição atrasado (demora ao ligar o veículo) pode indicar folgas no motor.
  • Teste os amortecedores balançando o carro pelos pára-lamas dianteiros e traseiros, um de cada vez. Tire as mãos do veículo: se o movimento de sobe-e-desce se prolongar, é sinal de amortecedores vencidos. Deverão ser trocados (ou o par dianteiro, ou o traseiro, ou os quatro amortecedores, e nunca individualmente).
  • Se os pneus estiverem mais gastos em determinada parte da banda de rodagem, é sinal de que o carro precisa de alinhamento do sistema de suspensão.
  • Se, com o carro ligado, mas parado, o pedal do freio baixar aos poucos quando pressionado, há vazamento de óleo do sistema de freios.
  • Com o veículo suspenso, se as rodas apresentarem folga ao ser balançadas com força, significa que o rolamento está desgastado e precisa ser trocado.
  • Veja se o líquido de arrefecimento, que se encontra em um recipiente plástico no compartimento do motor, está sujo, com cor de terra ou de ferrugem. Em caso afirmativo, isso mostra que houve desleixo ou desconhecimento e o sistema que impede o aquecimento excessivo do veículo deve ser totalmente limpo.
  • Com o carro ligado por algum tempo e o ponteiro do marcador de temperatura próximo do risco central, verifique se a ventoinha (a hélice que fica no compartimento do motor, junto ao radiador, para resfriá-lo) se liga, indicando funcionamento correto do sistema.

Passeio

Peça para dar uma volta com o veículo, de preferência com os vidros fechados e sem rádio ou música.

O passeio é decisivo para você sentir:

  • se o veículo corresponde cada vez que você pisa mais fundo no acelerador;
  • se o freio funciona perfeitamente, sem chiados; o contrário indica pastilhas ou discos gastos;
  • se, em local plano, o carro tende a ir para um lado (”o volante puxa”), o que pode significar desalinhamento da suspensão, problema no freio ou uma simples falta de calibragem nos pneus;
  • se o volante trepida, o que normalmente é sinal de falta de balanceamento das rodas;
  • se o pedal de embreagem está duro ou folgado demais, indicando problemas;
  • se pelo escapamento sai fumaça escura (o que indica má regulagem do motor) ou fumaça branco-azulada (queima de óleo e talvez até um problema mais grave nas válvulas);
  • se a troca de marchas é suave, mostrando que o câmbio e a embreagem estão em bom estado.

Cor: a que tem mais saída

A escolha da cor do veículo não pode se basear apenas em critérios estéticos. Além de influenciar o conforto e a segurança, ela pesa no valor e na rapidez da revenda.

A tonalidade preferida pelos brasileiros é o cinza, especialmente o cinza-prata e o cinza-aço, que caem bem tanto nos modelos populares quanto nos mais caros.

A neutralidade do tom faz os carros terem mais saída, sejam zero-quilômetro, sejam usados. Nos modelos mais sofisticados, porém, o preto ainda é a cor favorita, ao contrário do vermelho, que predomina nos veículos esportivos.

As preferências de cor variam também conforme a região. Em São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, os carros brancos têm pouca saída: nessas cidades, branco é a cor dos táxis.

Já nas capitais do Nordeste, o verde é a mais bem-vinda.

A rejeição dos brasileiros aos tons vibrantes já se tornou célebre: somos muito mais conservadores que europeus e americanos quando o negócio é a cor do carro.

Se num primeiro momento cores como roxo, laranja, mostarda e verde-limão parecem atraentes e exóticas, depois até os proprietários enjoam delas.

O gosto pelo brilho na pintura, porém, é generalizado. Ela deve ser de preferência perolizada (com efeito de pérola, dando mais profundidade aos tons) ou metalizada.

Se a cor for metálica, tanto melhor se a pintura tiver sido cristalizada, dando-lhe um brilho muito mais intenso e duradouro.

Conforto e segurança

A cor do carro pode influir tanto no conforto como na segurança dos motoristas. Os tons escuros retêm muito mais do calor que os claros: a diferença de temperatura interna entre um carro preto e um branco pode chegar a 10ºC.

Se o assunto for segurança, quanto mais colorido, melhor. Os carros cinza, pretos ou azul-escuros não contrastam com a paisagem, tornando-se menos visíveis na estrada. Já o prata quase desaparece quando há neblina.

Cores vivas, como amarelo, laranja e vermelho, podem não ser tão “elegantes”, cansar rápido e não ter tanta saída depois, mas dão mais proteção.

Acessórios

Além das cores, certos acessórios podem valorizar o carro e os mais apreciados são ar-condicionado, teto solar, alarme, vidros elétricos, bancos de couro, direção hidráulica e aparelhagem de som.

Fora a sensação de status que proporcionam, alguns acessórios auxiliam o motorista a ter mais conforto e segurança mesmo em situações adversas, como trânsito lento ou temperaturas muito altas.

Há um senão: só costumam ser bem-vistos os acessórios colocados na fábrica, uma vez que para instalar alguns deles é preciso ter qualificação mecânica e trocar peças caras (um alternador, por exemplo).

Fora da fábrica não se costuma dar a devida atenção a esses aspectos. Ciente disso, o comprador acaba inseguro.

Alterações como motor turbinado, aerofólio e película de escurecimento dos vidros (Insulfilme) não valorizam o carro na hora da revenda e até atraem para os proprietários a imagem de despreocupados com a conservação do veículo.

Direção hidráulica

O volante “duro”, além de exigir esforço maior, aumenta consideravelmente o tempo necessário para manobras. Por isso, a maioria dos motoristas prefere a direção hidráulica, dispositivo da caixa de direção que, no modelo mais comum, possui um cilindro com pistão em óleo sob pressão.

A direção com assistência hidráulica ganhou fama de chique nos automóveis brasileiros no final da década de 1960, quando os donos de Dodge e Galaxy passaram a fazer menos força.

Os especialistas esclarecem que a direção hidráulica rouba potência do motor e gasta mais combustível, mas é tão pouco (principalmente em curvas fechadas, em baixa velocidade) que não se justifica não querê-la no carro.

Hoje, quem dirige quer ter “carro com direção”. E que ela venha de fábrica: é mais barato e confiável. Já existem sistemas de direção diferentes, com tecnologia mais avançada, como as direções eletroassistidas ou eletroidráulicas, que equipam veículos da Mercedes-Benz, da Volkswagen e da Chevrolet. Essas não usam correia nem roubam potência porque têm um motor elétrico todo delas, cuja energia sai direto da bateria.

Ar-condicionado

O calor tropical e a necessidade de manter os vidros fechados para se proteger de assaltos levam a maioria dos motoristas a desejar um ar-condicionado no carro.

Podendo pagar um tanto a mais no preço de um veículo zero-quilômetro, você nunca mais vai querer ficar sem o ar fresco.

Alguns cuidados são necessários com o ar-condicionado, porque a saúde do motorista e dos passageiros poderá ser afetada se ele não for usado corretamente:

  • Quando o carro ficar muito tempo sob o sol, abra primeiro os vidros e deixe ventilar o interior por alguns minutos. O ideal, recomendam os fabricantes, é que a diferença de temperatura entre o interior e o exterior do carro seja de apenas 5ºC. Então, ligue o ar-condicionado numa velocidade média e feche as janelas.
  • Não use durante muito tempo o botão de recirculação, que impede a entrada de ar de fora do veículo e obriga a circulação apenas do ar interno. O carro se resfria mais rápido, mas o ar acaba ficando “viciado”, saturado.
  • Apesar do calor que você sinta dentro do carro, não ligue o ar-condicionado no ponto máximo. O choque térmico provocado pela diferença de temperatura entre o seu corpo e o ar condicionado pode ocasionar irritação nos olhos, perda temporária de movimento em alguns músculos e até paralisia facial.
  • Antes de chegar ao local de destino, diminua a intensidade do ar-condicionado ou até o desligue, para não sofrer um choque térmico na hora de descer do carro. Isso também vale para os dias frios, quando você liga o aquecimento.
  • Caso não se troquem os filtros periodicamente, o ar-condicionado poderá provocar problemas respiratórios, que vão do simples resfriado à rinite alérgica e à bronquite. Os responsáveis por isso são os fungos, as bactérias e os ácaros que se acumulam nos filtros.

Conservação

Uma das medidas mais importantes para conservar o condicionador de ar é a manutenção adequada. A cada 20 mil quilômetros rodados, procure uma oficina especializada para verificar o nível de pressão do gás refrigerante.

Peça também que chequem se há vazamento nas mangueiras e se os filtros precisam ser trocados.

Outra dica é ligar o ar por dez minutos a cada 15 dias, mesmo no inverno (há fabricantes que recomendam que se faça o mesmo toda semana). Assim, as mangueiras não se ressecam, diminuindo a possibilidade de vazamento.

Danos ambientais

Alívio para motoristas e passageiros, ameaça ao meio ambiente. Até 1994 todos os aparelhos de ar-condicionado usavam o gás CFC (clorofluorcarbono), principal responsável pela destruição da camada de ozônio, a qual se encontra na atmosfera e protege pessoas, animais e plantas dos raios solares nocivos.

Os modelos atuais utilizam o gás 134A ou HFC, chamado “ecológico”. O título não é apropriado: o HFC não ataca a camada de ozônio, mas intensifica o efeito estufa (aquecimento do planeta).

Para evitar mais danos à natureza, recorra sempre a mão-de-obra especializada: técnicos inexperientes podem deixar o gás vazar na hora da troca.

Importados: precaução

A compra de um importado requer uma série de cautelas. O primeiro passo é saber se a marca escolhida tem fábrica e concessionárias no Brasil.

Para o consumidor, há mais garantias quando montadoras nacionais se responsabilizam pela importação. Ele vai poder contar com a estrutura de atendimento e manutenção já existente para os carros fabricados aqui. E, como a empresa tem sua imagem consolidada no mercado interno, ela possui um compromisso maior em resolver eventuais problemas.

No mercado, há consenso de que o carro importado que não tem revendedora autorizada no Brasil se desvaloriza no mínimo 30% depois do primeiro ano de uso. A depreciação é bem menor nos modelos luxuosos de marcas tradicionais e nos que usam o diesel como combustível.

No Brasil, os importadores são representados pela Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) e pela Abraciva (Associação Brasileira dos Comerciantes e Importadores de Veículos Automotores).

Documentos e procedência

Se o veículo, nacional ou importado, agradou na vistoria e no passeio, verifique a documentação dele. Cheque se os dados do “documento de propriedade” ou “documento de licenciamento”, que é o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), conferem com os do veículo.

Atente para a cor, o ano, o modelo e a placa. Compare-os com o manual do proprietário e, se necessário, com a plaqueta de identificação que fica no compartimento do motor. Desconfie de cópias de documentos, pois é muito fácil falsificá-las.

Antes da compra, um cuidado imprescindível é obter um histórico do veículo que aponte pendências de multas, seguro obrigatório e IPVA, furto ou roubo e restrições judiciais.

Esse extrato traz ainda o nome do atual proprietário e a data do último licenciamento. Os Detrans prestam esse serviço, alguns até mesmo pela internet ou pelo telefone.

Roubados

Nos últimos anos, o roubo de veículos aumentou muito. Para saber se por acaso o carro de que você gostou é roubado, consulte o CNVR (Cadastro Nacional de Veículos Roubados).

Isso, porém, não garante total segurança: a sofisticação de ladrões e falsificadores é cada vez maior.

Boa parte dos veículos roubados se torna “dublê” e “clone”. No primeiro caso, a placa do veículo, que funciona como uma carteira de identidade visível, é falsificada para fazê-lo passar por outro.

Com o clone, o número do chassi (uma identidade interna e codificada do veículo) é adulterado a fim de parecer legal numa vistoria. Quando se quer descobrir qualquer uma dessas falsificações, é preciso ter jeito para detetive.

Placas

Para “esquentar” um veículo (fazer parecer que não foi roubado), os falsificadores obtêm duas placas ou chapas frias (placas falsas cuja numeração não corresponde ao veículo) de numeração idêntica.

Uma delas será usada como placa traseira. Eis alguns detalhes que podem esclarecer se há falsificação:

  • As placas traseiras são fabricadas com dois furos, no lado esquerdo, para a fixação do lacre de chumbo, e depois pintadas. Se uma placa dianteira foi transformada em traseira, os furos terão de ser feitos sobre a placa já pintada, deixando partes descascadas, sem pintura, ou marcadas.
  • Toda placa traz num canto o número de identificação do fabricante. Cada veículo recebe um par de placas (dianteira e traseira) e, portanto, ambas devem ter a mesma numeração do fabricante. Se não tiverem, ou uma das placas foi perdida ou roubada e legalmente substituída por outra ou há uma tentativa de dissimular o carro roubado.

Chassi

Quando um veículo vai ser clonado, o número do chassi é o alvo. Esse número, que na verdade é um código alfanumérico (composto de letras e números), vem impresso em diferentes locais do carro, conforme a marca e o modelo: no assoalho; atrás, ao lado ou embaixo do banco do passageiro; no piso do porta-malas etc.

Parte dele sempre está presente na plaqueta de identificação, que se encontra no compartimento do motor e traz os principais dados do veículo, como a data de fabricação, o número de série e as características do motor.

Se você quiser verificar se não houve falsificação do número do chassi, o mais correto e seguro é levar o veículo ao Detran para uma vistoria. É isto que eles observam:

  • marcas de solda à volta da impressão do número no chassi, mostrando que o original foi recortado e outro foi inserido no local;
  • letras e números de formatos diferentes ou desalinhados, indicando uma composição de letras e números para adulterar o original;
  • tinta de outra qualidade recobrindo o código alfanumérico, a qual sai mais facilmente ao se passar acetona ou um solvente similar.

Garantia na compra

Seguindo as dicas acima é bem difícil ser enganado na hora de comprar um carro usado. Se você tiver algum problema, recorra ao Procon ou a um órgão similar: o Código de Defesa do Consumidor determina uma garantia de 90 dias para qualquer produto, mesmo que se trate da compra de um veículo que pertencia a particulares. O prazo para reclamações também é de 90 dias.

Constatado o defeito, o vendedor (chamado de fornecedor, no Código) tem de se responsabilizar por ele.

Se o problema não for resolvido no máximo em 30 dias, o consumidor poderá exigir a substituição do veículo por outro do mesmo modelo e marca, em perfeitas condições de uso. Se preferir, poderá optar pela devolução do dinheiro ou pelo abatimento proporcional ao valor pago.

O que mais conta na venda

Com o aumento das facilidades de financiamento dos zero-quilômetro, a concorrência na hora de vender o veículo usado aumentou muito.

Suas características (marca, modelo, cor e acessórios) podem facilitar a venda. Ao mesmo tempo, o ideal é manter o veículo sempre em ordem.

O preço que você pedir também contará muito. A avaliação do veículo pode ser feita em concessionárias, revendas autorizadas e lojas. Levam-se em conta a marca, o ano, o modelo, a quilometragem, o estado de conservação da lataria e da parte mecânica, os acessórios, a cor e a documentação em dia.

Para ter uma idéia do valor de mercado do seu veículo, você pode consultar as tabelas divulgadas na imprensa especializada.

Dicas de valorização

Caso não tenha sido possível a manutenção periódica e a troca de peças defeituosas ou quebradas, siga estas sugestões para valorizar o veículo e vendê-lo a um preço justo:

  • Em primeiro lugar, não gaste mais de 5% do valor de mercado do veículo em reparos. O gasto não será compensado pelo preço de venda.
  • Substitua os componentes danificados que mais chamam a atenção dos compradores e enfeiam o veículo, como lanternas e faróis quebrados ou estofamento rasgado.
  • Mande fazer uma lavagem completa no veículo, o que ajuda a causar melhor impressão.
  • Tenha toda a documentação em dia e pague as eventuais multas.
  • A valorização será maior se você tiver comprado um veículo zero-quilômetro e feito todas as revisões nas datas certas, registradas no manual do proprietário.
  • Caso o gasto não seja muito alto, invista no reparo de pequenos amassados e arranhões.
  • Mande fazer uma cristalização da pintura, que dura cerca de seis meses, devolve o brilho à lataria e custa pouco em comparação com o preço de um veículo.
  • Se houver problemas mais graves no motor, não é aconselhável fazer o conserto, por causa do preço. Avise o comprador e faça-o assinar um documento de que ele está ciente do problema, para evitar reclamações posteriores.

Fonte: Guia Folha Veículos

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  1. 7 respostas to “Onde Comprar O Seu Carro Usado E Documentos A Verificar”

  2. Por Laudalino Moniz Em Mai 28, 2008 | Responder

    Queria saber se é obrigatório quando se vende um carro em segunda mão ter as duas chaves agradecia me informassem sobre isso é que vendi um carro e o novo proprietario não me larga diz que sou obrigado a dar a segunda chave mas não tenho e segundo informações da marca que é BMW é muito caro e que não sou obrigado poeque é um carro em segunda mão

  3. Por paula Em Out 18, 2009 | Responder

    eu quer
    carro gosto

  4. Por kely Moraes Em Nov 11, 2009 | Responder

    Oieee gostaria de trocar meu ford ka 2009 da de entrada e financia uma eco sport seria muita diferenca para pagar???? ele falta tres prestacao para quita ate comeco do ano esta quitado!!!

  5. Por gabriel Em Dez 18, 2009 | Responder

    o carro é belo mass é caaaro

  6. Por diego dantas Em Abr 19, 2010 | Responder

    gostaria de comprar um documentoem branco!!!!

  7. Por Julia Em Dez 14, 2010 | Responder

    Comprar pela net é a melhor coisa q tem, não gasta dinheiro indo até o local, pode pesquisar vários modelos… mtu bom.. o negócio é colocar um anuncio em vários sites, e esperar alguem aparecer pra comprar, vendi o meu nesse site aqui de classificados de carros

  8. Por Leo Em Dez 21, 2010 | Responder

    Concordo com a Julia! Procurar pela Internet é muito mais fácil, além de economizar um montão de tempo e dinheiro. Eu encontrei o meu carro atual no Trovit, que é um site que publica anúncios de vários outros sites. É ótimo, porque agiliza também a procura por Internet, pois não precisamos entrar em vários sites. Recomendo, porque além de ser muito prático é super confiável.
    Abç!

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