Controle a ansiedade.

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Saiba enfrentar esse mal para que ele não afete sua vida

A sensação parece comum para muitas pessoas. Crise de tontura, falta de ar, as mãos suam e o coração dispara. Esses são alguns dos sintomas de uma crise de ansiedade generalizada, quadro que aparece como um sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer. Quando afeta a vida da pessoa, passa a ser considerada uma doença e precisa ser tratada.Medicamentos e terapias têm bons resultados




Há dois tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade: os remédios e as terapias. A combinação de medicamento e terapia também é indicada em alguns casos. Os médicos geralmente usam antidepressivos ou ansiolíticos. Duas terapias psicológicas apresentam maior ficácia: a comportamental e a cognitiva. Na primeira, o objetivo é dar à pessoa controle sobre comportamentos indesejáveis. O paciente aprende a lidar com situações difíceis. A cognitiva parte do princípio de que pensamentos geram emoções e que as pessoas reagem de maneiras diferentes a elas. Enquanto umas tendem a pensar tudo pelo lado negativo, outras são mais realistas. Ao esperar um convidado que se atrasou, o pessimista logo pensa que pode ter acontecido um acidente ou que a outra pessoa não tem consideração por ele. Isso provoca ansiedade. Na terapia, o paciente é estimulado a prestar atenção ao seu padrão mental e a tentar mudar os pensamentos nocivos à saúde.

Estado de alerta

As pessoas podem ser consideradas ansiosas se apresentarem, com muita freqüência, pelo menos seis dos sintomas abaixo.

  • Palpitações
  • Cansaço
  • Vertigens e tonturas
  • Tremores ou sensação de fraqueza
  • Tensão ou dor muscular
  • Inquietação
  • Falta de ar ou sensação de fôlego curto
  • Sudorese, mãos frias
  • Boca seca
  • Náuseas e diarréia
  • Rubor ou calafrios
  • Aumento no número de urinadas
  • Bolo na garganta
  • Resposta exagerada à surpresa
  • Impaciência
  • Concentração ou memória prejudicada
  • Dificuldade em conciliar e manter o sono
  • Irritabilidade
  • Medo de sair de casa
  • Evita transporte coletivo (ônibus, metrô, trem)
  • Receio de ficar em casa sozinha
  • Temor de locais cheios, multidão (banco, estádio, cinema, shopping)
  • Vertigem em espaços abertos (praças, parques)

Transtornos e sintomas

Transtorno de pânico

De repente, a pessoa é tomada por um medo intenso, que pode incluir sensação de perigo ou morte iminente, palpitações, suor, tremor, respiração ofegante, dor no peito, náusea, tontura, medo de enlouquecer.

Agorafobia

Geralmente acompanha o transtorno de pânico. A pessoa tem medo de sofrer um ataque num lugar de onde é difícil escapar. Muitas vítimas evitam sair de casa.

Fobia específica

É um medo intenso que só aparece diante de objetos, situações ou animais específicos (aranha, cachorro, pombo, barata etc.). Só é considerada uma doença quando interfere na rotina diária, no emprego ou na vida social da pessoa.

Fobia social

Quem sofre desse transtorno sente um medo patológico de fazer coisas corriqueiras, como comer, escrever, telefonar ou falar diante de outras pessoas.

Transtorno obsessivo-compulsivo

Surge de forma gradual, normalmente a partir da infância ou adolescência. A pessoa tem obsessões e compulsões incontroláveis, mas não as reconhece como excessivas. Algumas mais comuns: medo de contaminação por germes ou bactérias; mania de ordem ou limpeza; dúvidas constantes sobre ter fechado a porta, desligado o ferro, apagado o gás. Para tentar aliviar a ansiedade, a pessoa desenvolve rituais repetitivos, como contar azulejos, lavar as mãos várias vezes, apertar os mesmos botões dezenas de vezes.

Estresse pós-traumático

Como o nome diz, esse transtorno aparece como conseqüência de algum acontecimento como a morte de uma pessoa querida, um acidente de carro, um incêndio, um assalto. Normalmente, surge nos três meses após o trauma, mas pode aparecer até um ano depois. Combina vários sintomas dos demais transtornos.

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