Sucuri de 6 metros

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A notícia de que uma sucuri de 6 metros e 200 quilos foi capturada por
Policiais Militares Ambientais do Paraná numa casa abandonada, está no
mínimo incompleta. Para não dizer, mal contada. Conheça a verdade sobre
o caso!
sucuri_pescadores

A captura da sucuri aconteceu na noite da terça-feira 26, no Lago de
Itaipu, próximo ao Rio Paraná, na localidade de Arroio Guaçú, entre os
municípios de Marechal Cândido Rondon e Mercedes, no oeste do Paraná.
Os responsáveis pela captura da cobra foram os pescadores Valdecir Ern,
João Maria Alves da Silva e Floriano Ciesielski.




Valdecir conta que ele e os dois amigos estavam andando à beira do Lago
de Itaipu, que está muito baixo agora e encontraram a sucuri na água,
próximo do lugar conhecido como “Bico da Pena”. Aí, pegaram uma corda e
um pedaço de bambu e laçaram a cabeça da cobra. O animal deu muito
trabalho para ser retirado da água.

Foi só depois que conseguiram puxar a cobra para fora da água que
Valdecir e os amigos puderam ver que se tratava de uma sucuri muito
grande. Eles amarraram a cobra e a colocaram dentro do barco. Em
seguida, levaram-na até a balsa e com a ajuda de uma carreta
transportaram o animal até a casa de Valdecir, onde a colocaram em um
quarto desocupado.

A sucuri permaneceu no local durante toda a noite e a manhã de
quarta-feira (27). A casa do pescador foi então visitada por dezenas de
curiosos. Valdecir solicitou a remoção do animal à Polícia Ambiental.
Por isso, à tarde, ela foi recolhida pela Polícia Militar Ambiental de
Foz do Iguaçu e levada ao Parque das Aves, que já possui exemplares da
espécie e responsabilizou por verificar o estado de saúde da cobra.

Crime ambiental

De acordo com o cabo Célio Vogt, os pescadores apenas ligaram, mas não
se identificaram porque sabem que o animal estava em seu habitat
natural e não deveria ter sido capturado. Entretanto a Polícia
Ambiental avaliou que ela oferecia risco à comunidade, tantos às
pessoas como aos animais domésticos, pois o local onde foi encontrada é
um balneário bem movimentado.

O primeiro passo depois de retirá-la do local, de acordo com o cabo,
foi encontrar um ambiente adequado que pudesse abrigá-la. Ele explicou
que o Ibama cotou dois lugares: o Refúgio Biológico Bela Vista e o
Parque das Aves, mas como o parque já tem outras cobras semelhantes, o
instituto optou por levá-la para lá.

Desde que chegou ao Parque, a sucuri passa por tratamento, pois sofreu
ferimentos durante a captura e o transporte. O veterinário do parque,
Mathias Dislich, disse que a cobra foi encontrada bastante desidratada
e com vários ferimentos pelo corpo, principalmente na cabeça.

Ele explicou que ainda não há como saber se o animal teve danos nos
órgãos internos, pois não foram feitos exames mais precisos. “Pelo
porte da cobra, é mais recomendável fazermos inspeções, acompanharmos o
comportamento do animal, para ver sua evolução. Mas acreditamos que ela
vai se recuperar”, informou.

Origem e destino

A origem do bicho também é uma incógnita. O tenente Nílson Alves
Júnior, da Força Verde da região oeste, supõe que o animal tenha vindo
do Mato Grosso do Sul. Dislich acredita que ela tenha descido ao Paraná
pelo Lago de Itaipu. Sucuris não são tão comuns no Estado, embora já
tenham sido encontrados exemplares menores até na região noroeste do
Paraná.

O veterinário estima que a cobra tenha mais de 20 anos e que seja uma
fêmea. “Mas ainda não temos como confirmar essas informações”, falou. O
tenente Nílson disse que foram necessários oito homens para carregar o
animal.

O chefe do escritório regional do Ibama em Cascavel, Walter Gonçalves
dos Santos Filho, defende a idéia de que o animal, que provavelmente
desceu pelas corredeiras dos rios da região pantaneira ou amazônica,
não deveria ter sido retirado do habitat. “Ela deve ser devolvida ao
lago”.

Órgãos ambientais e entidades de defesa dos animais também querem que a
Sucuri seja devolvida ao seu habitat natural, o Lago de Itaipu. Caso
isso não ocorra, ameaçam inclusive ingressar com uma ação na justiça.

A sucuri, também conhecida como anaconda, é uma cobra sul-americana. No
Brasil, existem três espécies: a sucuri-amarela, menor e endêmica da
zona do Pantanal; sucuri-preta, maior e mais conhecida, ocorrendo em
áreas alagadas da região do cerrado e da Amazônia; e a sucuri-malhada,
da Ilha de Marajó. Segundo especialistas, elas são capazes de engolir
uma pessoa inteira.

Fonte: Extraordinario.com.br

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  1. 3 respostas to “Sucuri de 6 metros”

  2. Por giovana Em Jul 5, 2008 | Responder

    puts essas cobras sao de mais acho fofinha

  3. Por Paulo Em Out 29, 2008 | Responder

    Olá pessoal.

    É bom se cuidar, pra quem gosta de pescarias ou acampamentos.

    Se esse bichinho te pegar ele te abraça forte.

    Pior ainda te mata e te almoça.

    Com todo respeito a mãe natureza:

    Esse animal não é brincadeira não;

    Pelo que observei existe muita cobra Sucuri pelo Brasil a fora.

    Não deveria ser uma espécie ameaçada em extinção, fala-se em não matar porque é crime ambiental.

    Mas se essa Serpente matar uma criança;

    Eis a questão;

    Matar uma Sucuri é crime…

  4. Por Alvaro Licio Em Dez 10, 2010 | Responder

    Sempre morei em lugares onde havia muitas sucuris cheguei bem perto de algumas grandes
    al

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